Na planície, Lula fala, mas não interfere

Nos seus primeiros 100 dias fora do poder, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva foi o mesmo, mas também foi outro. Circulou, falou de si, admitiu que era preciso "desencarnar", mas continuava presente na mídia - que também não o abandonava. Num raro momento de comparação disse, sobre o início do governo Dilma: "O sucesso dela é o meu sucesso". Só para provocar as oposições.

, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2011 | 00h00

Estilos à parte, não há sinais de sua interferência pessoal no novo governo. Não deu um pio diante de assuntos delicados (para ele), como a guinada nas relações com o Irã ou a ordem ao Itamaraty para adotar mais rigor na concessão de passaportes especiais. Calou diante do abandono da cruzada por controle da mídia e do comentário feito pelo ministro Paulo Bernardo de que esse projeto continha "besteiras". Viu de longe a batalha pelos R$ 545 do novo mínimo. E, por bons ou maus motivos, nem foi ao almoço com Obama.

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