Na platéia, de crianças a idosos

Professores universitários, estudantes, idosos e crianças - os pequenos participam de visitas guiadas pelos suntuosos salões - formam o público da Academia Brasileira de Letras (ABL). "Eu nunca tinha pensado em entrar aqui. Passava na porta e achava lindo. Sou estudante de Letras e acho importante finalmente estar neste lugar", disse Marili da Silva, de 21 anos, que debutou no Trianon na quinta-feira. Para os próximos meses, estão programados desde oficinas de adaptação de contos machadianos, de manhã, a shows de música popular (Wanda Sá, Os Cariocas, Nilze Carvalho), na hora do almoço, e leituras, durante a tarde, como a d?O Sermão da Quarta-feira de Cinzas, de Padre Antônio Vieira, com o ator Pedro Paulo Rangel, e de textos sobre Carlota Joaquina, com a atriz Marília Pêra."O público está mais próximo, não tanto pela propaganda, mas pela qualidade da programação e pela gratuidade", acredita o acadêmico Evanildo Bechara. "Não podemos ser uma instituição absenteísta. A ABL precisa ter compromisso com a modernidade. Só não pode perder sua liturgia", resume Marcos Vilaça, que, quando presidente, tratou de aprimorar o portal da casa na internet (www.academia.org.br), o que fez subir o número de acessos.

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