Na Praia Grande, começa operação contra badernas

Medida é para evitar tumulto igual ao do réveillon, quando 1,5 mil pessoas participaram de quebra-quebra

Luísa Alcaide, PRAIA GRANDE, O Estadao de S.Paulo

02 de janeiro de 2009 | 00h00

As Polícias Civil e Militar, a Guarda Civil e a prefeitura de Praia Grande iniciaram ontem a Operação Tolerância Zero para tentar conter possíveis novas badernas promovidas por arruaceiros, como a que ocorreu na virada do ano no município e envolveu cerca de 1.500 pessoas. A bagunça deixou equipamentos públicos destruídos e seis pessoas feridas, sendo cinco PMs. Treze pessoas suspeitas de terem participado dos atos de vandalismo foram detidas, mas liberadas porque não apareceram vítimas para identificá-las.Dois dos detidos tinham passagens policiais anteriores e outros dois eram adolescentes. Os suspeitos serão novamente convocados a prestar depoimentos durante o andamento do inquérito policial. Se reconhecidos, terão a prisão pedida à Justiça. Para tentar identificar os baderneiros a polícia divulgou uma gravação de câmeras instaladas em postes na orla da praia. A prefeitura pretende duplicar neste ano o número de câmeras. "O que aconteceu não foi um arrastão, mas uma baderna vergonhosa que ofendeu o município", afirmou o delegado titular Justino de Mattos Ramos Junior.Ontem, as autoridades da cidade anunciaram também que bares e quiosques de praia que desrespeitarem a Lei do Silêncio serão fiscalizados e autuados. Na quinta-feira, o quiosque 36, no bairro da Aviação, onde o tumulto do réveillon começou, foi fechado pela prefeitura. Foi nesse estabelecimento que, por volta das 2h30, um grupo formado por mais de 20 homens que já havia consumido álcool em excesso saiu quebrando tudo o que encontrava pela frente e provocando tumulto e pânico na orla."O estabelecimento que estiver com som alto depois da meia-noite, em local onde as pessoas consomem bebidas alcoólicas sem moderação, terão de fechar as portas, se forem constatadas irregularidades", afirmou o subsecretário de Segurança Urbana, José Américo Franco Peixoto. Os donos dos bares poderão ainda ter as licenças cassadas.Ontem, o Grupo de Operações Ostensivas Especiais (GOE) de Santos foi enviado à Praia Grande para colaborar com o policiamento, que será reforçado a partir de agora. Eles saíram às ruas da cidade em comboios para fazer policiamento ostensivo e combater criminosos. Guardas Civis foram convocados para trabalhar em escalas extras. A PM também ampliará o efetivo. "Vamos ocupar os espaços antes dos arruaceiros", disse Ramos Junior.Veículos que estiverem estacionados na frente da praia ou em ruas próximas com alto-falantes em volume alto também serão vistoriados pela polícia. Nem casas de veraneio serão poupadas, segundo a polícia. A prefeitura cedeu equipamentos e técnicos para fazer a medição dos ruídos. Com os laudos em mãos, os policiais vão encaminhar os casos para o 1º DP. COLABOROU REJANE LIMA

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