Na primavera, Paulista ganhará novo parque

Mário Covas/Villa Fortunata terá caminho sombreado de 180 metros, coberto por trepadeiras, palco e quiosque de informações turísticas

Vitor Hugo Brandalise, O Estadao de S.Paulo

24 Agosto 2009 | 00h00

As obras do novo parque na Avenida Paulista - uma praça, na verdade, com área verde de 5,4 mil metros quadrados, que deve servir como "espaço de contemplação" para fugir do movimento na via - já começaram e têm data para terminar, segundo a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. "Vamos trabalhar para inaugurar até 25 de setembro, começo da primavera, como quer o patrocinador (o Banco Itaú), mas é mais realista falarmos no início de outubro", diz o secretário, Andrea Matarazzo. O valor da obra, cerca de R$ 700 mil, será custeado pela instituição, por meio de termo de cooperação. No novo parque, batizado Parque Municipal Mário Covas/Villa Fortunata, serão instalados 180 metros de passagem pergolada - "caminho" sombreado, coberto por trepadeiras -, bancos e mesas, quiosque de informações turísticas e um pequeno palco de 130 metros, que servirá para exibições artísticas. O espaço também será destino de cinco esculturas de Galileo Emendabili, que pertenciam ao acervo do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, do Banco Santos, destinadas ao Município por determinação judicial. E serão mantidas ali 20 árvores nativas da mata atlântica, tombadas pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp). VILLA FORTUNATA "Será um parque simples, um lugar para contemplação, bem aproveitado por quem trabalha na Paulista e sai para descansar na hora do almoço ou no fim da tarde e também nos fins de semana", afirma o arquiteto responsável pelo projeto, André Graziano. As obras de preparação do terreno começaram há duas semanas. Como contrapartida ao investimento, o Itaú terá direito a colocar duas placas de propaganda institucional na área. O nome do parque, motivo de polêmica desde a desapropriação do terreno, no ano passado, foi decidido na tentativa de apaziguar a classe artística paulistana, que pedia que o novo espaço se chamasse Parque Municipal René Thiollier - homenagem ao advogado e escritor paulistano, cuja residência, conhecida como Villa Fortunata, ficava no terreno onde será instalado o espaço público. "Chegamos ao consenso de homenagear a Villa Fortunata para preservar a memória local", diz Matarazzo. Para familiares de Thiollier - um dos mecenas da Semana de Arte de 1922 e ex-integrante da Academia Paulista de Letras -, porém, a tentativa de homenagem não é suficiente. "Nada contra o governador Covas, mas as duas personalidades não são ligadas, não há motivos para colocá-las lado a lado. Aquele local foi a vida de René, é a ele que se deveria homenagear", afirma o advogado Alexandre Thiollier Filho, neto do escritor. "Não vamos desistir. Há um projeto de mudança de nome em andamento na Câmara e temos confiança de que será decidido em favor da história da cidade; mesmo que seja em outro momento, em outra administração."

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