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Na rua, 3 VUCs para cada caminhão

N.º de utilitários avança 11%, ante 2% dos caminhões; setor de carga quer manter circulação de veículos menores

Eduardo Reina, Naiana Oscar e Renato Machado, O Estadao de S.Paulo

29 de junho de 2009 | 00h00

A restrição de caminhões teve impacto direto no aumento da frota de utilitários da capital. Entre maio de 2008 e maio deste ano, o número de veículos de carga de menor porte cresceu quase cinco vezes mais que o de caminhões. A frota de utilitários da capital passou de 561,9 mil para 624,4 mil, uma alta de 11% (no Estado, a alta foi de 9%). Enquanto o número de caminhões nas ruas subiu 2,99% (no Estado, foram 4,9%), chegando a 166,6 mil veículos no mês passado.Esse fenômeno é apontado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo como o "furo" da medida municipal. O setor defende que, ao restringir os caminhões, a Prefeitura aumentou a quantidade de veículos a ocupar espaço nas ruas e, assim, contribuiu com os congestionamentos. "A Secretaria de Transportes está obtendo justamente o efeito contrário", afirmou o presidente da entidade, Francisco Pelucio. O setor reivindica que a Prefeitura libere a circulação irrestrita dos Veículos Urbanos de Carga (VUCs), caminhões com capacidade de 4 toneladas. Hoje, eles precisam respeitar um rodízio de dias pares e ímpares. A partir de novembro, devem ser totalmente proibidos das 5 às 21 horas. "Sem eles, vai ficar inviável manter o abastecimento no centro expandido."MERCADORIAS DEVOLVIDASPara se adaptar às medidas, a distribuidora de bebidas Ambev passou a fazer entregas no centro com 51 VUCs e 76 vans. Com dois centros de distribuição, um no Jaguaré e outro na Mooca, a empresa abastece 8,2 mil postos de venda dentro da Zona Máxima de Restrição de Circulação (ZMRC). Nos primeiros meses de restrição, a Ambev registrou um índice de devolução de mercadoria no período noturno de 17%, por conta da falta de estrutura nos postos de venda. A média nacional é de 1%. Atualmente, com as adaptações, a empresa chegou a um índice de devolução de 5% na capital.Se os VUCs forem proibidos durante todo o dia, o serviço da Ambev terá de ser realizado por 260 vans, aumentando em 65% a emissão de gases poluentes pela frota da empresa - e em 105% a contribuição para os congestionamentos.

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