Na TV, deputado reforça ataque a PMDB e petistas

Escanteado da corrida presidencial, Ciro Gomes (PSB-CE) resolveu baixar o tom de suas críticas à candidata petistas à Presidência, Dilma Rousseff, e dirigi-las ao PT, ao PMDB e à oposição.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2010 | 00h00

Depois de afirmar que Dilma é menos preparada que o tucano José Serra, em entrevista ao portal de internet iG, Ciro preferiu chamar peemedebistas de "bandidos" no programa É Notícia, da Rede TV!, no domingo.

Magoado com o PT, Ciro acusou o partido de se acovardar na crise do mensalão e pôr em risco o mandato de Lula. Segundo o deputado, o abafamento dos pedidos de impeachment contra o presidente só foi possível porque ele, Ciro, procurou a oposição em "missão diplomática". Relatou encontros com o então governador de Minas, Aécio Neves, e com o também tucano Geraldo Alckmin. Disse ainda que o PT encampou discurso golpista quando promoveu o "fora FHC", no governo de Fernando Henrique.

Ciro atacou o PMDB, aliado preferencial do PT. "Hoje quem manda no PMDB não tem o menor escrúpulo ético, republicano. É um ajuntamento de bandidos."

Alcançado pela pré-candidata do PV, Marina Silva, nas últimas pesquisas para presidente, Ciro também atacou os institutos Ibope e Sensus, que, segundo ele, "fazem qualquer negócio".

"Mais uma vez somos atacados de forma infundada e errônea, como no episódio do PSDB", disse Ricardo Guedes, diretor do Sensus. Procurada, o Ibope não respondeu à reportagem.

Ciro reafirmou que respeitará a decisão do PSB, que hoje deve formalizar o fim de sua candidatura ao Planalto. "Vou espernear. Quando abrir a porta da reunião, vou estar esperneando, mas vou aceitar com muito respeito a vontade do partido, lamentando muito", afirmou.

Ciro acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter lhe omitido as suas reais intenções e lembrou que sua pré-candidatura havia sido acertada no final do ano passado, em reunião com a presença do petista. "E houve até lágrimas no encontro", afirmou. De acordo com Ciro, a estratégia do presidente Lula de polarizar a corrida eleitoral entre PT e PSDB está "completamente errada".

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