Na TV, Dilma diz que vai governar 'com amor e serenidade'

Na despedida do programa eleitoral, petista promete melhorar vida do povo e aparece, de novo, ao lado de Lula

Vera Rosa / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2010 | 00h00

Em seu último programa de TV, a ser exibido hoje, Dilma Rousseff (PT) prometerá melhorar o padrão de vida de todos, se for eleita a primeira mulher presidente do Brasil. "Vou governar com amor e serenidade", dirá Dilma na propaganda da TV.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltará à cena ao lado da afilhada, como seu avalista político. Os dois aparecerão juntos, conversando. A despedida do horário gratuito antes do primeiro turno será marcada por forte clima de emoção.

O comando da campanha petista decidiu pôr no ar ontem, em forma de comercial, um alerta de Lula contra a onda de boatos que têm atingido Dilma nos últimos dias. A ideia inicial era encaixar a advertência no último programa, mas coordenadores do comitê resolveram que o formato com 30 segundos seria mais eficaz para dar o recado.

"Estamos a poucos dias das eleições e eu estou vendo acontecer com a Dilma o que aconteceu comigo no passado, quando pessoas saíram do submundo da política, mentindo a meu respeito, dizendo que eu iria fechar as igrejas, mudar a cor da bandeira", diz Lula no comercial.

A nova ofensiva da campanha, com Lula à frente, tem o objetivo de espantar os rumores que se intensificaram nos últimos dias contra Dilma, em igrejas e templos evangélicos, dando conta de que ela é a favor do aborto. A candidata repetiu ontem, em Brasília, que nunca apoiou a interrupção da gravidez, a não ser em casos previstos em lei, como estupro (leia mais na página 4).

Dilma embarcou para o Rio à noite e passará o dia de hoje treinando para o debate entre os presidenciáveis, na TV Globo. Na avaliação do comitê petista, o novo confronto ajudará a candidata a explicar melhor suas propostas e a desfazer boatos infundados. O diagnóstico é de que o embate na TV Globo, pelo próprio formato - com dois blocos temáticos -, dá mais espaço para os candidatos exporem suas ideias.

O núcleo político da campanha orientou Dilma a exibir seu lado de "gerente do governo", que entende de todos os assuntos, e não partir para o ataque. A ordem é esclarecer qualquer pergunta "no mérito" e só reagir com mais ênfase se for provocada.

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