Na TV, humor torna pré-campanha palatável

Dilma, Marina e Serra são alvos prediletos de 'CQC' e 'Pânico na TV', mas eles têm se saído bem das saias-justas

, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2010 | 00h00

Não é todo dia que alguém tem o descaramento de perguntar para Marina Silva quem é o político mais sexy do Brasil. Nem de sugerir que José Serra dance o rebolation, hit do verão passado. Nem de pedir para Dilma Rousseff fritar um ovo em rede nacional. Mas os programas de humor e os populares têm.

Atrações como CQC, Pânico na TV e Superpop acabam tendo um papel não só de deixar a corrida eleitoral mais leve - ou constrangedora, por vezes -, mas de atrair um público que talvez não se interesse tanto pelo assunto.

"Ouço jovens dizendo que não queriam mais saber de política e voltaram a ler jornal depois de ver denúncias ou piadas no CQC", diz Marcelo Tas, apresentador do programa. "O humor desperta consciência crítica."

No quadro "O povo quer saber" do CQC, o público faz perguntas das mais variadas - sobre a ideologia do candidato ou sua primeira experiência sexual. Até aqui, Serra e Marina responderam à sabatina. E se saíram bem. "Enviamos as perguntas para Dilma e estamos aguardando a confirmação da assessoria", diz Tas.

Tanto o quadro do CQC quanto a campanha que o Pânico faz para que os pré-candidatos rebolem ao som de axé se transformaram em febre na internet. "Esses momentos de descontração dos políticos serão usados tanto para o bem quanto para o mal. E não só para o bem como os entusiastas da campanha de Obama querem acreditar", alerta o consultor político, Carlos Manhanelli.

"O povão quer saber do caráter das pessoas. Falando de coisas mais corriqueiras, eles mostram muito", diz Luciana Gimenez, do Superpop, que agora tenta levar Marina para seu palco, onde já estiveram José Serra e Dilma Rousseff. / F.T.

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