Na TV, Lula mostra beneficiados do Bolsa Família e Alckmin vai para o ataque

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou mostrar na propaganda eleitoral gratuita na televisão desta segunda-feira, 16, os benefícios para as famílias que recebem o Bolsa Família, carro-chefe do governo. O programa alegou que, para ter direito ao dinheiro, os beneficiários precisam cumprir três exigências: pôr os filhos na escola, levar as crianças para acompanhamento médico e, às futuras mães, fazer o pré-natal. A propaganda petista foi uma resposta às críticas dos demais candidatos a presidente de que o Bolsa Família não tinha uma equivalência.Como exemplo, o PT mostrou o Vale do Jequitinhonha (MG), uma das regiões mais pobres do País e uma das primeiras a receber o projeto. Com depoimentos de beneficiados, a propaganda relacionou o projeto social com outras ações do governo, como a capacitação do agente jovem, o Brasil Sorridente e o Luz para Todos. "Só agora meus adversários perceberam a importância desse programa; eles, que ficaram o tempo todo dizendo que o Bolsa Família era uma escola, descobriram a importância", disse o candidato da Coligação A Força do Povo (PT-PRB-PC do B) à reeleição. O petista repetiu o mote da campanha que o elegeu o primeiro presidente operário da história do País. "O Brasil só será uma nação minimamente justa quando todos os brasileiros tiverem o direito de fazer três refeições por dia.", De acordo com Lula, o projeto abriu as portas de uma "vida mais digna" para 44 milhões de brasileiros. A propaganda procurou mostrar também os efeitos do Bolsa Família na economia popular. Segundo a propaganda petista, esse resultado foi ainda maior após a decisão de integrar o Bolsa Família ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Ainda conforme o PT, o Bolsa Família serviu de exemplo para Nova York, que usará o modelo com a população carente.Propaganda de AlckminNa mesma noite, o adversário dele, candidato Geraldo Alckmin (PSDB), prometeu um Bolsa Família "mais forte", na única citação à proposta social do PT. Fora isso, mostrou manchetes de jornais com notícias desfavoráveis aos petistas.Na tentativa de ligar a imagem de Lula com casos de corrupção envolvendo petistas, a locução da propaganda disse: "Montaram um falso dossiê contra o Geraldo. Gente muito próxima do presidente está envolvida no escândalo. Teve até gente do PT que foi presa com essa montanha de dinheiro." A publicidade tucana exibiu um Alckmin tocador de obras. O candidato da Coligação Por um Brasil Decente (PSDB-PFL) apareceu em cenas, Brasil afora, mostrando obras federais abandonadas. Da fronteira com o Paraguai, Alckmin exibiu imagens de um posto policial abandonado, com marcas de tiro nas paredes. Do Nordeste, ele apareceu numa estrada esburacada, com crateras por todos os lados.No Recife, o candidato citou a falta d´água por causa da ausência de investimentos e da "omissão e má vontade do governo federal". "Eu quero ser presidente para construir o Brasil do futuro porque o Brasil do passado é o Brasil do mensalão, dos escândalos, dos ministros envolvidos em crimes e corrupção", emendou.Mas não ficou só no ataque. Também fez promessas. Alckmin disse que baixará tributos para baratear passagens de transporte coletivo nas regiões metropolitanas e que diminuirá o Imposto de Renda para quem "ganha pouco". Procurou agradar às microempresas: prometeu diminuir os tributos e acabar com a burocracia que "inferniza a vida de quem quer produzir". "Como governador, baixei mais de 200 produtos e, como presidente, vou baixar mais ainda", afirmou.A campanha estreou mais um bordão: "Geraldo, 30 anos de experiência. Bem mais do que Lula".

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