Na TV, PMDB se associa a vitrines sociais do governo

Líderes do partido buscam tirar proveito eleitoral de programas como o Bolsa-Família e o Luz para Todos

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2010 | 00h00

Em programa transmitido por rede nacional de rádio e televisão, líderes do PMDB procuraram relacionar o partido às principais vitrines sociais do governo Luiz Inácio Lula da Silva, como o Bolsa-Família e o Luz Para Todos.

"Resgatamos a dignidade e restauramos a autoestima do povo", disse o deputado Michel Temer (SP), presidente do partido, no programa exibido anteontem. "Retiramos milhões de brasileiros da linha da pobreza."

Principal condutor do programa, no qual também tiveram espaço alguns líderes regionais do PMDB, Temer chamou de "exemplares" os programas sociais do governo.

"Investir nas pessoas, preparar os jovens para vencer na vida, fazer da economia um trampolim para a prosperidade da nossa gente são valores que sempre defendemos", afirmou o parlamentar, cotado para ser candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT).

Não é a primeira vez que o PMDB busca se promover com programas governamentais bem avaliados. Em 1997, uma série de comerciais do partido procurou atribuir ao peemedebista Itamar Franco a paternidade do Plano Real, principal trunfo eleitoral do tucano Fernando Henrique Cardoso nas eleições de 1994 e 1998.

Em 1997, Temer também fazia discurso governista, apesar de o governo ser outro. Ele era um dos expoentes da ala do PMDB favorável à reeleição de FHC. Na campanha de 2002, se alinhou ao tucano José Serra na disputa contra Lula.

Na época, outro aliado ferrenho de FHC era Geddel Vieira Lima. Anteontem, o pré-candidato ao governo baiano ocupou o vídeo para fazer elogios ao governo Lula, no qual foi ministro da Integração Regional.

Outros pré-candidatos do partido aproveitaram o programa para se mostrar ao eleitorado. Roseana Sarney (PMDB), que governa o Maranhão há um ano, graças à cassação de Jackson Lago pelo TSE, disse que está promovendo a construção simultânea de 72 hospitais no Estado.

Procurada pelo Estado, a Secretaria Estadual de Saúde disse que todos os hospitais já foram licitados e que devem ser inaugurados até novembro. São 64 unidades com 20 leitos e outras oito com 50 leitos. A oposição a acusa de não ter criado unidades de saúde nas suas duas primeiras gestões (1995 a 2002).

No início deste ano, em três meses, cerca de 20 crianças morreram por falta de vagas na rede pública da cidade de Imperatriz.

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