Na véspera da proibição da Anatel, pedidos de portabilidade crescem em SP

Lojas da TIM percebem aumento de pedidos de portabilidade feitos por clientes da Claro, empresa proibida de vender chips em São Paulo a partir de segunda-feira

Jessica Maria Freitas de Souza, O Estado de S.Paulo

22 Julho 2012 | 17h53

SÃO PAULO - A proibição da venda de chips da Claro a partir de segunda-feira (23), em São Paulo, decretada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), pode ser responsável pela diminuição da fidelidade dos clientes da operadora. Apesar de o movimento não ter sofrido alteração nas lojas da Claro, o pedido de portabilidade nas lojas da TIM têm aumentado.

De acordo com a gerência da loja TIM do Shopping SP Market, o número de pedidos de clientes com linhas Claro que querem aderir a TIM foi maior neste fim de semana. Ainda de acordo com ela, muitos clientes têm chegado à loja imaginando que a TIM também será proibida de vender chips em São Paulo. A operadora está proibida de vender chips em 18 estados e no Distrito Federal, mas, em São Paulo, apenas a Claro foi penalizada dessa forma.

O fim de semana foi de movimento normal nas lojas das operadoras, nos shoppings da capital. A quantidade de vendas de chips nas lojas da TIM, da Oi e da Claro em São Paulo ainda não sofreram mudanças. Nas lojas da Claro e da Oi o movimento no sábado e neste domingo foi normal, e a procura por chips não aumentou ou diminuiu por conta da proibição da Anatel.

Com a proibição da Anatel, a Claro e a TIM dispararam, na sexta-feira, mensagens para assinantes, tentando reforçar que "mantêm a qualidade de seus serviços".

A TIM enviou a seguinte mensagem para os clientes: "Sobre as notícias recentes, informamos que continuamos investindo para garantir a qualidade dos serviços e sua satisfação. Obrigado por ser cliente TIM". Já a Claro enviou: "Informamos que a sua linha continua funcionando normalmente com a mesma qualidade, cobertura e atendimento. Obrigado por preferir a Claro".

Liquidação de chips. Mensagens no Twitter afirmavam que ambas as operadoras distribuíram chips gratuitamente em estações do Metrô e da CPTM, em São Paulo. De acordo com os tuites, a TIM estaria distribuindo chips de graça na estação Santana do Metrô, e a Claro na estação Luz da Linha Amarela.

As operadoras não responderam às ligações da reportagem, mas o Metrô afirmou que não há nem mesmo estande da TIM na estação, e que não houve distribuição de chips. A Via Quatro se negou a dar informações sobre o caso.

Punição. A proibição das vendas, pela Anatel, inclui a habilitação de novas linhas. Portanto, mesmo que chips sejam comprados fora das lojas da Claro, em São Paulo, não poderão ser habilitados pela própria operadora, a partir de segunda-feira. Também estão proibidos os pedidos de portabilidade para as operadoras penalizadas. Juntamente com a Oi, a TIM foi punida pelo órgão regulador por não atenderem aos indicadores de qualidade de seus serviços.

A Anatel proibiu a habilitação de novos serviços da Oi nos estados de Amazonas, Amapá, Mato Grosso do Sul, Roraima e Rio Grande do Sul. A TIM foi proibida no Acre, em Alagoas, na Bahia, no Ceará, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Minas Gerais, no Mato Grosso, no Pará, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí, no Paraná, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte, em Rondônia e em Tocantins. A Claro não pode comercializar chips em Santa Catarina, no Sergipe e em São Paulo.

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