Na véspera da tragédia, 11 pousos com problemas

Pilotos de 11 aviões contaram à polícia que enfrentaram dificuldades para pousar no Aeroporto de Congonhas em 16 de julho, véspera do acidente com o Airbus A-320 da TAM. Chovia naquele dia, mas de forma moderada. Dois pilotos disseram que por pouco não ''''vararam'''' a pista principal. Um terceiro, que comandava o jato ATR-42 da Pantanal, derrapou e parou no gramado ao lado da pista.A culpa, afirmaram os pilotos, foi da pista escorregadia, um ''''sabonete''''. ''''Todos dizem que, se o grooving (ranhuras que ajudam na drenagem) tivesse sido feito, teriam pousado sem problemas'''', afirmou o delegado Antônio Carlos Barbosa, do 27º Distrito, que preside o inquérito sobre o acidente. Segundo ele, o número de pilotos que relataram dificuldades indica que havia algo de errado na pista - liberada em 29 de junho, depois de 45 dias de reforma, sem o grooving concluído. O delegado vai esperar os laudos da perícia sobre a pista para definir se houve negligência na liberação para pouso em dia de chuva.A maioria dos pilotos que denunciaram problemas trabalha na TAM, mas há casos envolvendo aviões da Gol e da Varig, além do ATR-2. O delegado ouviu ontem João Batista Nunes Ribeiro, que pousou no dia 16 no comando de um Airbus A-320 da TAM. Quando tocou no asfalto, o avião aquaplanou na pista encharcada. ''''Só a muito custo ele conseguiu dominar a aeronave.'''' O Airbus parou a cerca de 200 metros do fim da pista.Ribeiro disse à polícia que não informado pela torre de controle das condições da pista. Depois do Airbus, pousaram um avião da Varig e o ATR-42.Foi identificado ontem o corpo da 195ª vítima da tragédia. É o bancário Rodrigo Benacchio, que trabalhava no Banco Real.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.