Namorada de Ubiratan depõe novamente em São Paulo

A advogada Carla Prinzivalli Cepollina, 39 anos, namorada do coronel da reserva e deputado estadual (PTB) Ubiratan Guimarães, 63 anos, encontrado morto na noite de domingo, 10, está prestando depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) nesta terça-feira, 12. Uma das pessoas investigadas pelo crime, Carla começou a ser ouvida às 11 horas como testemunha.Carla chegou ao DHPP por volta das 10h40, acompanhada da mãe, a também advogada Liliana Prinzivalli. Na segunda-feira, 11, a namorada entregou ao DHPP as roupas que usava no dia do crime - calça verde-escuro, blusa e jaqueta de couro pretas, sapatos e bolsa também pretos. Ela não chegou a ser submetida a exame residuográfico porque, segundo a polícia, seria inconclusivo por causa do tempo passado depois do crime.A advogada é a primeira pessoa a ser ouvida. Além dela, familiares e assessores da vítima também devem ser ouvidos nesta terça-feira. O delegado Armando da Costa Filho, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que várias pessoas são investigadas. ArmaO Instituto Médico Legal (IML) confirmou nesta terça-feira, 12, que o coronel foi morto por uma bala de um revólver calibre 38. Entre as seis das sete armas que o coronel mantinha em casa - cinco revólveres calibre 38, uma pistola calibre 7,65 mm, uma espingarda calibre 12, está desaparecido justamente um revólver calibre 38.SuspeitasA advogada é uma das principais suspeitas de ter praticado o crime. Ela, segundo a polícia, foi a última pessoa a vê-lo no sábado. Os peritos estimam que o coronel tenha sido assassinado na noite de sábado, por volta das 21 horas. Ele levou um único tiro,que acertou seu abdome, atravessou o corpo e saiu pela lombar do lado esquerdo. Ele teve morte instantânea.Ainda durante esse primeiro depoimento, ela disse que os dois chegaram a ter uma discussão porque Ubiratan teria recebido um telefonema de uma mulher, por volta das 18 horas. Mas, negou ter matado o coronel, afirmando que o deixou com vida ao sair do apartamentoEssa mulher que fez a ligação, motivo da discussão, seria uma delegada da Polícia Federal do Pará que Ubiratan havia começado a namorar após uma briga com Carla. De acordo com amigos do coronel, a relação entre ele e a advogada tinha altos e baixos. O DHPP vai pedir à Justiça a quebra do sigilo telefônico de Ubiratan e de Carla para saber quem ligou para o coronel e com quem ela conversou no sábado. Além da hipótese passional, a polícia apura ainda uma possível vingança, que também seria passional.Matéria atualizada às 13H43

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