Namorada de Ubiratan recebe ameaça de morte por telefone

A advogada criminalista Liliana Prinzivalli, declarou, durante entrevista coletiva na noite desta quinta-feira, 14, que sua filha, Carla Cepollina, recebeu uma ameaça de morte por telefone. A mensagem foi gravada por volta das 16h30 desta quinta na secretária eletrônica na casa onde as duas moram, no Campo Belo, na zona sul. A mensagem gravada dizia o seguinte: "Carla Cepollina, você matou, você vai morrer. Vai demorar um pouquinho, mas você vai acertar as contas. Você mexeu com quem não devia. Vai demorar um pouquinho, mas você vai conseguir chegar onde ele está: sete palmos da terra".A fita com as ameaças foi enviada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga a morte do coronel. Liliana desmentiu que a filha esteja planejando deixar o País por causa das investigações do assassinato do coronel da reserva Ubiratan Guimarães, no sábado, 09, em São Paulo, e se comprometeu a entregar o passaporte da filha à polícia. Essa possibilidade foi levantada nesta quinta pelo advogado Vicente Cascione, contratado pela família do coronel Ubiratan, que manifestou preocupação sobre a possibilidade de Carla deixar o país por ter dupla cidadania. Segundo Cascione, ela tem cidadania italiana.A mãe de Carla reafirmou ainda que existe "um complô de culpados" e pediu para polícia intensificar as investigações porque acredita que os verdadeiros responsáveis estão tentando colocar a culpa em Carla. Ela cobrou da polícia o depoimento da delegada da Polícia Federal no Pará, Renata Santos Madi, que teria um relacionamento amoroso com Ubiratan. Sobre a calça verde escura usada por Carla, que foi lavada antes da perícia, ela explicou que sua filha jamais saberia que seria investigada por assassinato. A advogada também contou que Carla seria nomeada chefe do gabinete de Ubiratan Guimarães, mas ressaltou que todo o salário seria repassado para a campanha do deputado.De acordo com informações da reportagem da Rádio Eldorado AM, o advogado da família do coronel da reserva Ubiratan Guimarães, Vicente Cascione, foi nesta noite ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) solicitar ao delegado Armando de Oliveira Costa Filho, que preside as investigações, que a polícia peça o passaporte de Carla Cepollina. Segundo Cascione, Carla tem dupla cidadania e poderia deixar o país e seguir para Itália.(Colaboraram Camila Tuchlinski e Fabiana Marchezi)Matéria atualizada às 20h25

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