Namorada questiona sobre segurança do prédio onde Ubiratan morava

A advogada Carla Prinzivalli Cepollina, de 39 anos,negou ter assassinado o namorado Ubiratan Guimarães, coronel da reserva e deputado estadual em depoimento à polícia na terça-feira, 12, e criticou a falta de segurança na portaria do prédio onde ele morava, na Rua José Maria Lisboa, nos Jardins. "É um grande desrespeito isso. Acho que a gente devia já ter aprendido a essa altura a ter um pouco mais de decência. Naquele prédio, entregadores entram sem apresentar documento. Não tem controle de segurança na portaria. Eu acho que fica fácil afirmar que eu tenha sido a última a entrar. Certamente eu não fui a última porque a última pessoa foi a que atirou nele", declarou Carla, em entrevista à Rádio Record, na manhã desta quarta-feira, 13.Carla chegou por volta das 13 horas desta quarta-feira para ser ouvida pelo terceiro dia consecutivo no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na Rua Brigadeiro Tobias, no centro de São Paulo. Ainda nesta quarta-feira, o juiz Richard Chequini, do 1º Tribunal do Júri deverá divulgar sua decisão sobre o pedido de quebra de sigilo de cerca de 15 telefones fixos e celulares pertencentes a pessoas que se relacionavam com coronel Ubiratan Guimarães. Serão analisadas as ligações feitas pela namorada Carla, a delegada federal Renata Azevedo dos Santos Madi, a advogada Liliana Prinzivalli, mãe de Carla, os telefones fixos e celulares da própria vítima, de um de seus filhos, do chefe de gabinete Eduardo Anastazi, entre outros. Exoneração e períciaO Diário Oficial do Estado de São Paulo publicou nesta quarta-feira a exoneração de Carla do gabinete do parlamentar, na Assembléia Legislativa. A informação foi dada pelo chefe de gabinete do deputado, Eduardo Anastazi. Segundo ele, a advogada foi empossada no último dia 23 de agosto, mas nunca trabalhou. Por esse motivo, Anastazi garantiu que ela não recebeu nenhum pagamento. A calça verde escura que Carla usava na noite do assassinato do coronel foi lavada antes de ser entregue à polícia. Ao contrário do divulgado inicialmente, Carla não entregou as roupas espontaneamente. O delegado Armando de Oliveira da Costa Filho, chefe da Divisão de Homicídios, afirmou que os investigadores tiveram de buscar as peças na casa da advogada. As roupas foram apreendidas porque Carla não se submeteu ao exame residuográfico, aquele que permite confirmar se uma pessoa atirou. Apesar da calça ter sido lavada, peritos do Instituto de Criminalística garantem que isso não deverá atrapalhar o exame metalográfico (que busca vestígios de chumbo, lítio, enxofre e antimônio, entre outras substâncias), que não seriam removidas com uma simples lavagem.(Colaboraram Rita Magalhães e Paulo R. Zulino)

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