''Não abandonei posto'', diz policial

Detido no quartel de Pindaré-Mirim, o soldado da Polícia Militar Raimundo José Ramos dos Santos se recusou a dar entrevistas. Mas deu ao Estado sua versão do crime por meio de carta. "Jamais abandonei o posto de serviço policial, até porque a minha área de atuação corresponde a todo município de Igarapé do Meio, incluindo o povoado de Laje Comprida. Estando de serviço na delegacia, compareceu pessoa da população denunciando que no povoado de Laje Comprida havia um senhor acostumado a cortar pessoas, já iniciando a criação de caso e que poderia vir a cometer algum delito mais grave, dados os seus antecedentes criminais. Para lá nos dirigimos e lá chegando houve um tapa desferido por um senhor taxista de São Vicente em um rapaz, o que gerou reação daquele homem, que feriu com faca o rosto do agressor. Ele fugiu e conseguiu nadar até o outro lado do rio, onde se encontravam seus colegas, que ameaçavam atravessar o rio para o lado onde eu estava, podendo gerar um conflito incontrolável. Nesse momento, efetuei os disparos. Quando estava saindo para o Celta que me transportava, tomei conhecimento de que uma pessoa havia sido baleada. Somente na estrada de volta para Igarapé tomei conhecimento de que se tratava de uma criança, já que esta passou por nós em uma moto, sangrando. Não ingeri nenhum tipo de bebida alcoólica, pois além de estar a serviço havia sido medicado com antibióticos. Não cometi irregularidades."

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