Leonardo Augusto/Estadão
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'Não bebam a Belorizontina. Seja de que lote for', diz sócia da Backer

Polícia Civil voltou à fábrica da Backer nesta terça-feira, 14; Minas registrou a segunda morte suspeita por contaminação de cerveja

Leonardo Augusto, especial para, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2020 | 14h06

BELO HORIZONTE - As investigações da Polícia Civil sobre a contaminação da cerveja Belorizontina, da fábrica mineira Backer, se concentram nesse momento em um tanque da empresa com capacidade de 18 mil litros. A fábrica tem outros 69. As informações são da diretora de marketing e sócia-proprietária da Backer, Paula Lebbos. A representante da empresa afirmou nesta terça-feira, 14, que ninguém deve consumir a cerveja suspeita de contaminação. "Não bebam a Belorizontina. Seja de que lote for", disse.  Paula Lebbos também afirma que não se deve consumir a cerveja Capixaba, que é a Belorizontina vendida no Espírito Santo.

Nesta terça-feira, 14, foi divulgado que uma mulher de 60 anos pode ser a segunda pessoa morta em Minas Gerais contaminada pela substância dietilenoglicol que, conforme investigação da Polícia Civil, foi encontrada em lotes da cerveja Belorizontina, produzida pela empresa BackerA morte ocorreu em 28 de dezembro e a vítima é moradora de Pompéu, na Região Central do Estado, e esteve em dezembro no bairro Buritis, na capital mineira, onde foram identificadas as primeiras contaminações. A família da mulher informou às autoridades de saúde que ela tomou a cerveja Belorizontina.

A Polícia Civil voltou na manhã desta terça-feira à fábrica da Backer, no bairro Olhos D'Água, Região Oeste da capital. Na segunda-feira, 13, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que já havia interditado a planta, proibiu a Backer de comercializar seus produtos e mandou a empresa recolher toda sua produção no mercado. A fábrica deverá se posicionar ainda nesta terça sobre como será esse procedimento.

A representante da Backer afirmou não saber o que pode ter provocado a contaminação da cerveja. Laudos da Polícia Civil apontaram a presença da substância dietilenoglicol em três lotes da Belorizontina. Houve a confirmação ainda da presença de monoetilenoglicol na fábrica. Ambas substâncias são utilizadas no processo de refrigeração da produção. Segundo a Polícia Civil, ambas são altamente tóxicas. "Não sabemos o que pode ter acontecido.", disse Lebbos.

Atualização mais recente da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, divulgada nesta terça-feira, 14, afirma terem ocorrido até o momento 17 casos de intoxicação pelo dietilenoglicol. Do total, uma é mulher e 16, homens. Quatros casos já foram confirmados, com uma morte. Os 13 casos restantes, segundo a secretaria, continuam sob investigação. 

"Estou sem dormir. Muito triste, assustada com tudo isso. É preciso saber a verdade o mais rápido possível. Peço que não julguem outras cervejarias pelo que está acontecendo com a Backer", disse. Conforme a empresária, o mercado de cerveja artesanal é muito importante para Minas Gerais. O Estado acionou a Polícia Civil e aguarda resposta sobre a informação da representante da empresa de que, por enquanto, apenas um dos tanques está sob investigação.

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