Não demoram a abrir o álbum de família

A trilha lembra a de Gugu no festival da casa própria em seu programa: dilatação de pupila sob encomenda. Serra, que sempre olha para câmera, e Dilma, que prefere um interlocutor, não demoram para abrir o álbum de família e o currículo. De novo, só um pagode de favela cenográfica que transforma José Serra em "Zé", e Dilma, que conta que quando pequena "rasgou dinheiro". Calma, era para dividir com amigo pobre, solidariedade, não loucura. Mas é "Eeeeymael, o democrata cristão", em ritmo gaúcho, que lembra que ele voltou: o horário político. Constatação endossada pelos repetentes Levi Fidelix e seu bigode, Maluf, que já teve jingles melhores, e Agnaldo Timóteo, esse sim, com uma bomba: a amizade de 42 anos com Clodovil. Sim, é por isso que ele quer o nosso voto. Ah, mas vai ter de disputá-lo com Ronaldo Esper, que quer dar "agulhadas" nos políticos. Surge então Marcelinho Carioca, que avisa que "quer jogar no mesmo time" que o meu. Ãh? Tem também o Maguila, que promete que "vai lutar" por mim. E a Mulher Pêra, provavelmente com uma costela a menos para caber na roupa, dizendo que "jovem vota em jovem!"Original... Amira (PTB) avisa que manterá a porta de seu gabinete como a de casa: "Sempre aberta". Que perigo. Bom, Tiririca pelo menos é sincero ao confessar que não sabe o que faz um deputado, mas quando descobrir, me conta. Boa.

Análise: Keila Jimenez, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2010 | 00h00

É COLUNISTA DO ESTADO

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