Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

'Não é o caso de desculpas', diz diretor da Samarco

Empresa prestou esclarecimentos sobre barragens e garantiu que 'não está poupando recursos' para investigar causas do rompimento

Luísa Martins, Enviada especial de O Estado de S. Paulo

17 Novembro 2015 | 14h27

MARIANA - O diretor de Operações e Infraestrutura da Samarco, Kleber Terra, afirmou que "não é o caso de desculpas à população" e que "ainda não é hora de discutir os efeitos de médio e longo prazo" do rompimento da barragem de Fundão, que jogou um mar de lama sobre o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, deixando 11 mortos e 12 desaparecidos.

"Estamos muito solidários e sofridos com tudo o que aconteceu. Operamos com técnicas de monitoramento de barragens que são referência, portanto, não podemos dizer que a tragédia poderia ter sido evitada", disse Terra, nesta terça-feira, 17, na unidade industrial de Germano da Samarco, em Mariana.

A empresa prestou esclarecimentos técnicos sobre as barragens e garantiu que "não está poupando recursos" para investigar as causas do rompimento e para monitorar, por meio de radares e drones, o risco de rompimento da barragem de Santarém, que apresenta uma erosão em sua estrutura e tem margem de segurança de 1,37, quando o recomendado é de, no mínimo, 1,50. A barragem de Germano, a mais antiga, que está seca, tem índice de 1,22, o que caracteriza uma "condição adversa".

O engenheiro civil geotécnico da Samarco, José Bernardo Vasconcelos, admitiu que a chuva forte que cai sobre Mariana nesta terça-feira é prejudicial, pois pode aumentar a erosão.

Os representantes da empresa explicaram que, diferentemente do que havia sido em princípio anunciado, a única barragem que rompeu foi a de Fundão. Dos 55 milhões de metros cúbicos de rejeitos, 40 milhões desceram, erodindo Santarém. 

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