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''Não especulamos'', diz Airbus

Presidente da empresa explica silêncio sobre acidente

Lúcia Jardim, PARIS, O Estadao de S.Paulo

17 de junho de 2009 | 00h00

A decisão de não especular sobre as causas do acidente com o Airbus A-330 é a razão do silêncio da fabricante da aeronave, explicou ontem o presidente da empresa, Thomas Enders, durante entrevista coletiva no 48.º Salão da Aeronáutica e do Espaço Paris Le Bourget. "Não estamos alimentando especulações sobre as razões do acidente. Estamos apoiando os investigadores e certos de que as razões serão encontradas tão logo as caixas-pretas forem localizadas", afirmou."Isso (a postura da empresa) é o padrão quando acontecem acidentes. Os responsáveis pela investigação não são da Airbus, são do BEA (órgão francês de investigação)", disse Enders. "Ainda é muito cedo, não existe possibilidade de saber por que o Air France 447 caiu."Em relação à recomendação, feita pela Airbus, para que as companhias efetuassem a troca dos antigos sensores de velocidade pitots, o diretor comercial da Airbus, John Leahy, apressou-se em alertar que a atualização das peças das aeronaves faz parte do cotidiano dos fabricantes. "Lembre-se que, a cada minuto, um A-330 decola, 24 horas por dia e sete dias por semana", ressaltou.Para defender a segurança de suas aeronaves, a empresa se baseia no fato de o BEA ter afirmado, há dez dias, que por enquanto os pitots não poderiam ser apontados como os causadores da tragédia. "Mesmo se houve velocidades descoordenadas neste avião, ainda não há correlação direta com o acidente. É algo que acontece pouco, porém pode acontecer, de acordo com os manuais de voo. Mas existe um procedimento adaptado para isso", declarou o diretor geral da indústria, Fabrice Brégier, indicando que, se os pitots de fato falharam, talvez a tripulação pudesse ter adotado providências diferentes das tomadas para evitar a queda."É preciso tentar não se aterrorizar. Quando acontece um acidente, temos tendência a pensar que aviões não são seguros. Mas olhe a quantidade de tráfego e a comparação com outros tipos de transporte. Já provamos a segurança dos nossos aviões", disse Brégier.

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