Não há como garantir endosso de passagens de outras companhias, diz Gol

Apesar de se comprometer com Anac, diretor da empresa reafirma o que presidente do órgão falou: voos estarão praticamente lotados em dezembro

Glauber Gonçalves, Agência Estado

22 Novembro 2010 | 15h09

RIO - O diretor de relações institucionais da Gol, Alberto Fajerman, afirmou há pouco que, apesar de as companhias aéreas terem se comprometido a endossar bilhetes das concorrentes em caso de atrasos e cancelamentos, não é possível garantir que todos os passageiros serão realocados em caso de necessidade no fim do ano.

 

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"A realocação vai ocorrer quando um avião não conseguir decolar e houver outro decolando no mesmo momento. Mas, não dá para garantir que haverá lugar nos voos que estão saindo", disse há pouco, em coletiva após a reunião convocada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para evitar transtornos no fim do ano. Reuniram-se representantes das companhias aéreas e de órgãos de governo relacionadas ao setor.

 

A expectativa da Anac é de que os voos saiam praticamente lotados no mês que vem. A presidente da agência, Solange Vieira, estima que a taxa de ocupação em dezembro ficará entre 90% e 95%. Ela afirmou que será necessário um esforço conjunto das companhias e órgãos do governo para atender um grande número de passageiros que voarão pela primeira vez em dezembro e que precisam de atenção especial. "Em dezembro, uma categoria nova de passageiros começa a voar e eles não conhecem os procedimentos aeroportuários", disse Solange.

 

O presidente da Avianca, José Efromovich, fez um apelo para que os passageiros cheguem com mais antecedência aos aeroportos no fim de dezembro. "(Peço) para antecipar ao máximo a chegada no aeroporto em razão do aumento do movimento. O beneficiado vai ser o passageiro", declarou o executivo na coletiva.

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