Não há consenso sobre local onde incêndio começou

Assessor do HC ouvido pelo Estado, mas que não quer ser identificado por medo de sofrer represálias, afirma que, como a licitação foi suspensa em outubro, também não foi levado adiante à frente o processo de check-up da rede elétrica, o que poderia identificar problemas preexistentes.Ainda segundo ele, por volta das 19 horas do dia 24, um forte barulho de vazamento de vapor de uma tubulação foi ouvido pelos funcionários do hospital. O vapor teria derretido os cabos de eletricidade e provocado o curto-circuito em um local chamado de ''''shaft'''', espécie de fosso por onde os cabos elétricos e outras tubulações são distribuídas por todo o prédio.''''Esses cabos não foram verificados para saber se resistiriam a algum tipo de acidente'''', diz. Contrariando as informações dadas pela direção do hospital, o problema teria se originado na passagem dos cabos do subsolo para o primeiro andar. Mais cedo, o superintendente do Hospital das Clínicas, José Manoel Teixeira, afirmou que indícios colhidos por técnicos do IPT haviam apontado as prováveis causas do incêndio. Segundo ele, o fogo teria começado no primeiro dos dez andares do prédio e não no subsolo. O foco estaria no andar superior à cabine de força, a uma distância de cerca de 100 metros, em um local de passagem de cabos elétricos. "A cabine não tem nenhuma relação com o fato", garante Teixeira.

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