Não houve feridos na rebelião em Ribeirão

A rotina nas duas cadeias e na penitenciária de Ribeirão Preto e nas duas penitenciárias de Itirapina voltou ao normal antes do final da manhã desta segunda-feira.Ninguém ficou ferido, mas a Polícia Militar se manteve atenta, pois parentes dos presos passaram a noite no interior das penitenciárias. Em três dessas cinco unidades a agitação durou pouco.Na Penitenciária de Ribeirão Preto, que tem 710 detentos, 82 das cerca de 640 visitas do domingo permaneceram durante a noite no local. No início da manhã desta segunda-feira todas foram liberadas, em três turmas. Na última liberação, às 10 horas, saíram cinco mulheres. "Não tivemos grandes problemas nem quebra-quebra, pois nenhum funcionário foi feito refém e ninguém ficou ferido", disse o diretor da unidade, Sílvio Maria Machado Júnior. "As pessoas estavam preocupadas com a situação, mas não apavoradas." A recontagem foi feita e contatou-se que não houve fugas. A situação mais incômoda ocorreu na Penitenciária 2 de Itirapina. Os 850 presos mantiveram 180 parentes no interior do presídio, além de 12 agentes penitenciários como reféns. Todos pernoitaram no local, e a liberação dos reféns só teve início na manhã desta segunda. Ônibus entraram na unidade para retirar os familiares dos detentos, e a PM ficou no local, reforçando a segurança e facilitando a recontagem. As cadeias de Vila Branca e a unidade 2, de Ribeirão Preto, aderiram ao movimento dos presídios no Estado, mas todos os familiares saíram até as 23 horas de domingo. Algumas mulheres alegaram, na saída, que ficaram até aquele horário porque quiseram, em solidariedade, pois não teriam sido obrigadas a permanecer como reféns. "A manifestação foi calma, sem distúrbios", afirmou o diretor da Cadeia de Vila Branca, a mais antiga da cidade, Claudio José Ottoboni. Das 270 visitas, 75 delas, entre mulheres e crianças, saíram às 22 horas - as demais saíram no final da tarde do mesmo dia. Na Cadeia 2, pouco mais de cem visitantes saíram quase no mesmo horário. Na Penitenciária 1 de Itirapina, que tem 430 detentos, a situação foi mais tranqüila ainda. Não houve reféns, e as 280 pessoas saíram ao final do horário de visitas, às 16 horas. "Os presos não se recolheram, mas também não tivemos problemas", disse o diretor da unidade, Júlio Procópio Filho.

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