'Não pode deixar construir', diz Dilma sobre casas em área de risco

Presidente admitiu que o governo deve oferecer condições para as pessoas deixarem estas áreas

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo,

19 Março 2013 | 11h26

ROMA - A presidente Dilma Rousseff defendeu a proibição de construção em áreas de risco, como forma de evitar eventuais novos desastres por conta das chuvas. Falando em Roma após a missa de inauguração do papa Francisco, a presidente insistiu em defender "medidas drásticas".

"Eu fiquei muito preocupada", declarou. "Tenho entrado em contato sistemático com o governador (Sérgio Cabral) e com o pessoal nosso que cuida dessa área", afirmou. "É uma situação extremamente preocupante, porque as pessoas não saem [das áreas de risco]", disse Dilma.

Ontem, ela havia defendido "medidas drásticas" contra os moradores das áreas de risco. Hoje, ao esclarecer a declaração, deixou claro que uma das estratégias é evitar que novas casas sejam erguidas nessas áreas. "Medidas mais drasticas é ter uma posição de não construir. Não pode deixar construir", afirmou.

"Ou tem que ter clareza que a pessoa, quando for (construir), quando for dito que é uma questão de emergência, a pessoa tem de sair", completou."Tem de ter essa consciência", insistiu.

Sobre remoções de moradores de áreas de risco, Dilma também esclareceu sua posição. "Eu acho que principalmente tem que discutir quais são as zonas de risco e as pessoas morando na zona de risco. Temos de oferecer condições para ela sair", declarou."

Nós já fizemos isso em vários outros lugares, mas sempre há pessoas que resistem. Então há que ter essa atitude de conscientização", completou. Dilma retorna amanhã ao Brasil, após uma audiência com o papa.

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