''Não prometo nada para não queimar meu filme''

Em entrevista ao Estado, o comediante Tiririca diz que está muito contente com a repercussão "maluca" que sua campanha está tendo. "O calor humano no corpo a corpo é muito gostoso, as pessoas ficam felizes quando me veem", afirma.

IVAN FÁVERO, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2010 | 00h00

Indagado se sabia realmente o papel a ser exercido por um deputado federal, Tiririca respondeu que sim e que o lema de sua campanha é apenas brincadeira.

O humorista, no entanto, se embaralha para responder o que fará, caso seja eleito para o Congresso: "Eu tenho que chegar lá com moral, para conseguir as coisas, mas primeiro eu tenho que ganhar". A moral, segundo Tiririca, é conseguir muitos votos, pois só assim ele terá poder para "fazer pelos outros".

Questionado sobre suas propostas, Tiririca respondeu apenas que elas estavam no site de sua campanha. Mas, quando perguntado se sabia alguma de cabeça, recorreu à sua assessora. Daniela Rocha veio ao telefone, pediu o e-mail do repórter e horas depois enviou as propostas de Tiririca.

Uma página de Word com tópicos, entre eles "criminalizar a discriminação do povo nordestino", "lei que regulamenta os partos" e "incentivos fiscais para circos".

Ao final da entrevista, Tiririca disse que não faz promessas na televisão, como outros candidatos, pois não sabe se vai conseguir cumprir. "Eu não prometo nada, para não ficar com o filme queimado, né (risos), porque eu ainda não sei se vai dar para cumprir, mas acho que, se chegar com bastante moral, com muitos votos no Congresso, eu vou conseguir coisas boas", concluiu o candidato.

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