Não se deve buscar culpados pela crise aérea, diz Jobim

Em cerimônia de posse, ministro da Defesa diz que o tempo é curto e deve ser usado para construir soluções

Vera Rosa e Christiane Samarco, do Estadão,

26 Julho 2007 | 14h56

O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou, nesta quinta-feira, 26, na solenidade de em que o ex-ministro Waldir Pires lhe transmitiu o cargo, que não se deve buscar culpados pela crise aérea: "Precisamos consumir o tempo do lamento para construir decisões e soluções. Não podemos nem temos tempo para ouvir explicações."   Em uma demonstração de quem tem pressa em solucionar a crise aérea, Jobim dirigiu-se aos comandantes das três Forças Armadas, presentes à solenidade no Ministério da Defesa, e afirmou que "o tempo histórico da Nação" é curto e circunstancial. "Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe. Aja, ou saia. Faça, ou vá embora", afirmou, pouco depois de Waldir Pires, em discurso, falar em "sentimento de frustração".   O novo ministro disse que as ações do governo não são julgadas por boas intenções, e sim pelos resultados. "A história não aceita simplesmente boas intenções."   O ex-ministro Waldir Pires se despediu dos generais e outros oficiais, em tom melancólico: "Tenho dentro de mim um sentimento que me sufoca, mas que venço, de espinhosa dúvida pelo sentimento de frustração e pelo temor do sonho interrompido, porque lutei pela necessidade de construir uma nação soberana e democrática, dirigida pela ética de servir."   Ao fim do discurso, Pires disse fazer votos de que Jobim tenha sucesso na nova empreitada. "Temos de vencer essa crise e haveremos de vencê-la." Na avaliação do ex-ministro, a crise aérea é "fruto de equívocos e erros de longo tempo."

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