''Não sei até onde isso vai chegar'', diz a mãe

Ana Carolina afirma não ter opinião formada sobre a causa da morte, mas confiar no trabalho da polícia

Laura Diniz, O Estadao de S.Paulo

02 de abril de 2008 | 00h00

"Não sei até onde isso vai chegar", disse ontem ao Estado a bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira, de 23 anos, sobre o fato de a investigação policial sobre a morte de sua filha, Isabella, de 5 anos, estar direcionando o foco para seu ex-marido, o consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni, de 29, e para a atual mulher dele, a estudante Anna Carolina Trotta Peixoto. "Confio no trabalho da polícia. Tenho certeza de que eles vão achar o culpado", declarou.Ana Carolina disse não ter opinião formada sobre a causa da tragédia, ocorrida no sábado, e que pretende falar com a imprensa somente depois de prestar depoimento à polícia, o que está marcado para hoje.Desde a morte da filha, a bancária tem ficado em casa, recebendo apoio de parentes e amigos. Uma avalanche de mensagens de conforto tem chegado a ela diariamente pela internet. Anteontem, ela tinha cerca de 800 recados, principalmente de desconhecidos, no site de relacionamentos Orkut, solidarizando-se com sua dor. Até as 19 horas de ontem, já eram mais de 6,5 mil."Eu sei que vou te amar... por toda minha vida eu vou te amar... em cada despedida eu vou te amar... filha maravilhosa da minha vida, vc sera eterna... lutarei pra conquistar tudo nessa vida em ?nosso nome?. te amarei pra sempre!!!", escreveu a mãe no Orkut, no campo "Quem sou eu".Abaixo, ela agradeceu a todos que manifestaram apoio e explicou que, embora não tenha condição de responder a todos, as manifestações de carinho têm sido importantes para ela.A estudante Sílvia Mara Mendes, de 22 anos, de Brasília, criou anteontem uma comunidade pedindo justiça para o caso, apesar de não conhecer nenhum familiar de Isabella. "Tenho um filho, o Lucas, de 5 anos, da mesma idade da Isabella. Tenho quase a mesma idade da mãe, faremos aniversário nos próximos dias. Fiquei muito chocada, indignada", disse Sílvia. Em cerca de 24 horas, a comunidade já reuniu cerca de 180 membros e registrou mais de 1.650 recados."Achei que seria legal fazer um grito, um pedido de socorro, um basta contra a impunidade. Espero que possa dar uma força, um alívio para a família. Queria muito que as pessoas entrassem para ajudar", emendou a estudante.

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