'Não sou de direita nem de esquerda'

Marina Silva defende a candidatura presidencial de 'terceira via' do PV que ela representa por não ser nem de oposição nem de situação

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2010 | 00h00

AGÊNCIA ESTADO

Em entrevista à Rádio ABC, na manhã de ontem, a candidata à Presidência Marina Silva defendeu a candidatura de "terceira via" do PV por não ser nem de oposição, nem de situação. "Não sou de direita, nem de esquerda, estou à frente."

Ao condenar a "política comandada pelos velhos caciques", Marina propôs o que chamou de nova política. "Não quero ganhar de qualquer jeito, a qualquer custo", disse, negando que esteja atacando ou desqualificando seus adversários. "Não me coloco nesse lugar ridículo."

A candidata reafirmou o objetivo de criar as bases para a implementação de reformas (tributária, política, trabalhista) e acrescentou a reforma da segurança pública. Segundo ela, é preciso investir em inteligência para combater o crime organizado, melhorar o salário dos policiais e garantir a aplicação dos direitos humanos aos presos que estão "amontoados nas cadeias".

Após recordar a origem humilde no Acre, o analfabetismo até os 16 anos e a vida de doméstica e afirmar que quer ser presidente do Brasil "para que os pobres continuem a ter oportunidades", Marina reforçou o propósito de governar, se eleita, com os melhores do PT e do PSDB.

Livro. A primeira biografia oficial da presidenciável do PV será lançada no dia 9, em São Paulo, e pode ser classificada como uma declaração de amor ao atual presidente da República. Em 243 páginas, a escritora e jornalista Marília de Camargo César retrata em Marina - A vida por uma causa o forte vínculo entre a candidata verde e sua maior referência política: Luiz Inácio Lula da Silva.

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