"Não sou policial, sou presidente da República", diz Lula

No primeiro bloco do debate promovido pela TV Bandeirantes neste domingo, o candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) perguntou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a origem dos R$ 1,75 milhão que seriam usados para a compra do dossiê. Lula respondeu afirmando que quer, mais do que ninguém, "saber quem arquitetou esse plano maquiavélico", o conteúdo do dossiê e a origem do dinheiro. O presidente também lembrou que quando surgiu o dossiê Caimã, na campanha de 2002, foi ele quem informou o PSDB sobre tal plano. O presidente garantiu que a Polícia Federal irá descobrir a origem do dinheiro. Lula, então, afirmou que não é policial, mas presidente da República. "Uma investigação séria é demorada", concluiu. O petista justificou as CPIs em seu governo pelo fato de ele não ter tentado impedir nenhuma investigação. "Sou da idéia que quem não deve não teme". Lula pediu a Alckmin para "olhar na cara do povo e dizer a verdade" sobre as 69 CPIs arquivadas durante o governo do tucano no Estado de São Paulo. Alckmin reagiu, argumentando que as CPIs só aconteceram na gestão petista pela força dos fatos. "Quanta mentira! Como o Lula mudou", e continuou: "As CPIs só saíram porque Roberto Jefferson contou a verdade para o Brasil. Senão ninguém saberia". O tucano questionou o empenho do presidente em descobrir a origem de tal dinheiro. Ele também afirmou que, com o R$ 1,75 milhão, um trabalhador que ganha salário mínimo poderia viver durante mais de 400 anos. Alckmin ainda citou escândalos denunciados nos últimos quatro anos, como o mensalão, o valerioduto e o envolvimento do banco BMG, primeiro a conseguir crédito consignado do governo federal.

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