'Não vamos entregar cabeça de Cartaxo', diz Carvalho

BRASÍLIA

Tânia Monteiro e Vannildo Mendes, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2010 | 00h00

O governo não entrega a cabeça do secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, e a oposição está fazendo das violações de sigilo fiscal dos tucanos uma "artimanha" eleitoral. O resumo do momento político visto pelo Planalto é do chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e foi feito ontem ao final do desfile militar do Sete de Setembro.

"Por falta de mote, a campanha do nosso adversário se agarra desesperadamente a isso como se fosse uma bala de prata para virar o jogo", afirmou. "Mas pode vir a ser uma bala perdida de uma guerra entre eles mesmos", disse Carvalho, sugerindo que a campanha tucana pode ser alvo de fogo amigo.

O chefe de gabinete afirmou que o governo "não vai entregar a cabeça" do secretário da Receita por causa das denúncias. Mas disse que os petistas envolvidos, mesmo que suas filiações sejam "tênues", serão expulsos, se as investigações comprovarem que cometeram crime. "É evidente que vão ser expulsos do partido", afirmou. "Não nos interessa ter em nossas fileiras pessoas que pratiquem esse tipo de ato."

Ele avaliou que a oposição e a imprensa criam fatos e aproveitam a época das eleições. A estratégia não vai vingar porque o povo brasileiro "não vai cair nessa armadilha". Ele admitiu, porém, que a descoberta de um esquema sistemático de violações de sigilo fiscal incomoda o governo e o sistema precisa ser aperfeiçoado. "É claro que é constrangedor para nós, quando o governo é guardião do sigilo."

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