Nas redes, professor 'torce' para que família de juiz seja estuprada

Segundo a advogada, Lannes afirmou que seus comentários foram "infelizes". Disse ainda que se expressou mal

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

17 de junho de 2015 | 17h38

BELO HORIZONTE - Um comentário no Facebook de um professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, casou polêmica na internet. O chefe do Departamento de Comunicação Social universidade, professor Joaquim Sucena Lannes opinou, em uma notícia falsa, sobre o destino que deveria ser dado a criminosos libertados pela Justiça.

O texto falava sobre um suposto ladrão que teria assaltado um juiz que o havia libertado. Em um comentário o professor diz: "Bem feito. Tomara que futuramente esse marginal entre na casa do juiz (sic) estupre a mulher dele, a filha e outras mulheres da família dele. Aí quem sabe ele possa ver quem merece ficar solto e quem merece ficar preso. Bem feito"!

Depois da declaração, o professor foi acusado na rede social de fazer apologia ao estupro e à violência. Diante da repercussão, em outro comentário, Lannes afirmou que os descontentes com seu posicionamento deveriam levar o assaltante para casa e dar-lhe carinho. Segundo a advogada do professor, Marinês Alchieri, Lannes afirmou que seus comentários foram "infelizes". Disse ainda que se expressou mal.

Segundo a advogada, os comentários do professor não podem ser tratados como apologia ao estupro e à violência, o que, conforme o Código Penal, pode ser punido com detenção de três a seis meses ou pagamento de multa. "Já ficou claro que a notícia não era verdadeira. O assaltante, portanto, não existe. Então, não há que se falar de apologia ao crime", afirmou Marinês.

Em nota, a Universidade Federal de Viçosa afirma que a escola "não se manifesta sobre comentários de professores, técnicos administrativos e estudantes em ambientes particulares, como perfis de redes sociais".

Tudo o que sabemos sobre:
Universidade Federal de Viçosa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.