Nas ruas, para encontrar a cara-metade

Cresce movimento dos sem namorados

Edison Veiga e Roberta Pennafort, O Estadao de S.Paulo

14 de maio de 2009 | 00h00

Solteiros do mundo todo, uni-vos. E, com sorte, encontrai vossas caras-metades. É essa a ideia do Movimento dos Sem Namorados, curiosa ação promovida pelo site de relacionamentos ParPerfeito e repercutida em comunidades do Orkut e do Facebook, blogs - o oficial é www.movimentodossemnamorados.com.br/blog -, um microblog no Twitter (www.twitter.com/semnamorados) e "cantadas" no site de vídeos YouTube."Quem sabe os participantes não conseguirão alguém até o Dia dos Namorados, para poder curtir a data já acompanhados?", deseja o idealizador da brincadeira, Claudio Gandelman, presidente do Meetic para a América Latina, grupo francês cujo principal produto é o site ParPerfeito. "É um movimento como o dos sem-terra, mas sem armas nem invasão."O fim de semana oficial dos encalhados se inicia amanhã, no Rio. Uma passeata está marcada para começar ao meio-dia, na Avenida Rio Branco - a concentração será na Candelária. Em São Paulo, os manifestantes do coração vão encontrar-se às 15 horas de domingo, na Marquise do Parque do Ibirapuera. Para justificar a pertinência do movimento, a organização se apoia em dois dados. De acordo com o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem quase 53 milhões de solteiros no País. E levantamento realizado pelo Instituto Ipsos/Marplan/EGM, no ano passado, mostra que 33% dos moradores dos Estados do Rio e de São Paulo não encontraram um, digamos, "cobertor de orelha". Números à parte, solteiros paulistanos e cariocas estão animados com a iniciativa. "Estarei lá (no Ibirapuera) no domingo. Se tudo der certo, aproveitarei esse movimento para conhecer alguém interessante", diz o relações-públicas João Gustavo Rahal Gonzalez, de 22 anos, sem namorada há 2 anos. "Tenho saído com algumas meninas, mas não acho ninguém mais inteligente, que valha a pena." Outra que promete marcar presença é a instrumentadora cirúrgica paulistana Ayridia Cantarutti, de 25 anos. "Meu último namoro durou apenas quatro meses", conta ela, sozinha há dois anos e cinco meses. "Então resolvi dar um tempo porque os homens fazem a gente sofrer muito. Mas não estou fechada. Vai que aparece alguém..."E enquanto uns não veem a hora de achar o par ideal, há quem comemore o divórcio. Uma festa na Vila Madalena, marcada para o dia 23 e aberta ao público, vai marcar a nova fase da assessora de Imprensa Meg Sousa, de 27 anos, que assinou o divórcio este mês. "Na verdade é uma liberdade, um recomeço", explica. Mas se depender da nova solteira, entretanto, o estado civil não deve permanecer assim por muito tempo. Ela demonstrou interesse em participar do movimento dos sem namorados.

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