Nasce filha de criança estuprada por padrasto no RS

Homem admitiu ter mantido relações sexuais com a menina e se apresentou à polícia e foi preso

Elder Ogliari, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2009 | 18h09

A menina de 11 anos que ficou grávida de seu padrasto deu à luz um bebê de 2,8 kg, de sexo feminino, na quarta-feira, no Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela, noroeste do Rio Grande do Sul. Mãe e filha estão bem e devem ter alta durante o final de semana, quando voltarão para a casa da família, em Iraí, na divisa com Santa Catarina.

 

Veja também:

linkPai é preso por ter engravidado filha de 13 anos na Bahia

linkPais devem orientar filhos sobre corpo desde cedo

linkEstudo mostra que pedófilos geralmente são parentes no Brasil

lista Como denunciar a pedofilia e proteger seus filhos na web 

documento A cartilha do governo para prevenção da exploração 

lista Todas as notícias sobre pedofilia  

 

O caso ocorreu quase ao mesmo tempo que o de uma criança de 9 anos que teve a gravidez de gêmeos interrompida por intervenção médica em Pernambuco, mas não provocou tanta polêmica por ter algumas diferenças daquele. No Rio Grande do Sul a hipótese do aborto não foi nem discutida porque a família nem chegou a levantá-la e porque não se enquadrava nas exigências legais. Quando comprovada por exames médicos, em dezembro, a gestação já havia passado da 20ª semana e não oferecia riscos à menina.

 

Embora não tivessem programado, os médicos optaram por uma cesariana quando a bolsa se rompeu e eles perceberam a falta de dilatação adequada para o parto normal. Criada por uma tia de sua mãe biológica e pelo companheiro dela desde os seis meses, a menina engravidou durante o ano passado. Quando soube que o principal suspeito era o padrasto, um pedreiro de 51 anos, o Conselho Tutelar levou o caso à polícia e ao Ministério Público, em dezembro. Num primeiro momento, a garota chegou a dizer que o pai de seu filho seria um colega de escola, mas depois revelou ter mantido relações sexuais com o padrasto, que admitiu o ato.

 

A Justiça decretou a prisão preventiva do pedreiro, que se apresentou à polícia na terça-feira e foi encaminhado à Penitenciária Estadual de Iraí. Ele vai responder por "estupro contra menor de 14 anos praticado pelo padrasto". Se for condenado, pode pegar de nove a 15 anos de prisão.

Tudo o que sabemos sobre:
abusoagressãoviolênciaRSpedofilia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.