Nascimento de neto é tratado como trunfo

Previsto para sábado, o nascimento de Gabriel, primeiro neto da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, é aguardado pela campanha petista como um trunfo que jogará por terra acusações de violação de sigilo fiscal contra tucanos. Dilma aparecerá na propaganda do horário eleitoral na TV embalando o neto e a expectativa é de que sua imagem de mulher durona seja ainda mais "humanizada".

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2010 | 00h00

O publicitário João Santana, que assina o programa eleitoral de Dilma, já está a postos para gravar as primeiras cenas da candidata-vovó, em Porto Alegre (RS).

Mãe coruja que chama até hoje a única filha, Paula (34 anos), de "meu bebê", Dilma já pediu ao comando da campanha que não marque compromissos eleitorais para ela por no mínimo três dias.

É com o chamado "fator vovó" que o comitê de Dilma pretende dar o xeque-mate no candidato do PSDB, José Serra. A ideia é mostrar na propaganda uma Dilma leve, segurando o neto com nome de anjo, enquanto Serra vocifera contra a devassa no Imposto de Renda de sua filha, Verônica, e de mais quatro tucanos ligados ao candidato.

O PT e o governo alegam não haver provas contra Dilma, acusam o PSDB de tentar dar golpe eleitoral e lembram que, em setembro de 2009 - quando o sigilo fiscal de Verônica foi violado -, Serra e o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, travavam luta fratricida para definir quem seria o candidato do PSDB.

Tudo isso, porém, parecerá "picuinha" na TV diante do nascimento de Gabriel. É a expectativa do comitê de Dilma.

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