Natal de São Paulo tem menos luzes

Quem passa pela cinzenta Marginal do Tietê, na zona norte, tem uma grata surpresa: a Ponte Cruzeiro do Sul está iluminada para o Natal com 700 mil microlâmpadas. À noite, quando não se vê a poluição visual ou do rio, o cenário chega a lembrar uma cidade européia. Há pontos de luz como este espalhados por ruas, prédios e nas fachadas de empresas, lojas e shoppings, mas São Paulo já teve Natal mais cintilante.O efeito racionamento, que deixou a cidade no escuro, de junho de 2001 a março deste ano, se mantém. O secretário de Energia, Mauro Guilherme Jardim Arce, confirma: "O consumo de energia não voltou aos patamares de antes do racionamento".Quem foge à regra está usando geradores próprios, como a Ericsson, responsável pela iluminação da Cruzeiro do Sul. O escritório da empresa fica em frente à ponte. O grupo Santander Banespa fez a iluminação da árvore de Natal de 50 metros montada em frente ao Parque do Ibirapuera com 950 mil microlâmpadas e 200 refletores. Há mais 576.200 pontos de luz em forma de cascata na torre do banco, no centro. Tudo com gerador próprio.No Jardim França, zona norte, conhecido por causa de um concurso de decoração de Natal feito entre vizinhos, este ano poucas casas lembram a época. "Todos respeitaram o racionamento no ano passado e estão mantendo a economia", diz Rodolfo Haddad, presidente da Associação de Amigos do Jardim França. "Além disso, o bairro atraiu muita atenção e aumentou o número de assaltos nas casas e roubo de carros."A Collection Jóias, no Jardim Paulista, contratou o artista plástico Marcelo Santiago, que pintou a fachada de branco, colocou um anjo dourado e alguns poucos raios de luz, bem discretos. Na Avenida Paulista, o BankBoston e o Banco Real chamam a atenção com árvores, bonecos do Papai Noel, laços e estrelas.Hoje, a cidade tem mais um ponto de luz: o Teatro Municipal, que no ano passado ganhou da Associação Comercial da São Paulo o prêmio de melhor decoração natalina entre os prédios públicos.

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