PMRN/Divulgação
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Natal registra fim de semana de violência e ataque a ônibus

Governo do Estado evita falar em atuação de facção criminosa e ressalta que não existe nenhum motim ou rebelião nas unidades prisionais estaduais

Ricardo Araújo, especial para O Estado 

03 Junho 2018 | 17h03
Atualizado 04 Junho 2018 | 13h14

NATAL - A madrugada deste domingo, 3, foi marcada por tiroteios entre bandidos e policiais militares na zona Norte de Natal. Dois homens morreram após tentarem fugir da abordagem policial e iniciarem a troca de tiros.  Os casos ocorreram na mesma região administrativa da cidade, mas em situações distintas. 

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Num dos confrontos, os policiais ordenaram que dois homens que estavam em atitudes suspeitas parassem para averiguação. Eles não seguiram as ordens e tentaram fugir. Um deles tentou entrar numa casa e acabou encurralado pela Polícia Militar. Foi quando se iniciou a troca de tiros. O homem atingido pelos disparos não resistiu e morreu no hospital. O comparsa conseguiu fugir. No outro caso, um homem disparou contra a viatura da PM e os policiais revidaram e acabaram atingindo-o.

Uma série de atentados em Natal, atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC), teve início no sábado, 2, após a morte do policial militar Kelves Freitas de Brito Ele foi executado com três tiros pela manhã, em Parnamirim, região metropolitana de Natal. A execução foi comemorada com fogos de artifício em bairros da cidade em que funcionam pontos de vendas de drogas. As ordens para as ações criminosas teriam partido do Complexo Prisional de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Os detentos envolvidos alegam maus-tratos e tortura na cadeia. O Estado nega.

A polícia também rejeita que os crimes tenham ligação com a morte de Brito. De acordo com os boletins de ocorrência registrados por agentes policiais, foram casos isolados.

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Um ônibus da Empresa Guanabara foi incendiado e ficou completamente destruído pelas chamas. Por volta das 15h do sábado, bandidos em motocicletas e com armas em punho ordenaram que o motorista parasse o ônibus. O veículo faria o trajeto de um bairro da zona Oeste de Natal ao Centro da cidade. Apontando armas para o motorista e passageiros, eles obrigaram que todos descessem, espalharam gasolina e iniciaram o incêndio. 

Como forma de amedrontar os passageiros que correram do local, além dos moradores do entorno, os homens atiraram diversas vezes para cima. Num muro ao lado do local onde o ônibus parou e foi incendiado, os bandidos picharam a sigla PCC (Primeiro Comando da Capital). O caso levou os empresários donos das empresas de ônibus que operam em Natal a determinar o recolhimento da frota.

Crise

O Governo do Estado determinou a convocação dos integrantes do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), instalado em momentos de crise na segurança pública, para analisar estratégias. O Estado, porém, evitou falar na atuação da facção criminosa e ressaltou que não havia nenhum motim ou rebelião nas unidades prisionais estaduais. 

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Somente após uma reunião com representantes das empresas de ônibus e a garantia de reforço policial nas paradas mais movimentadas e no entorno das garagens, a frota voltou a operar neste domingo, 3. O Governo do Estado, em nota, afirmou que o GGI permanece mobilizado, atuando no monitoramento das ações. As forças de segurança estão integradas, reforçando o policiamento em todo o estado.  

Os empresários donos das empresas de ônibus ressaltaram, porém, que qualquer indício ou confirmação de novo atentado contra o transporte coletivo de passageiros os levará a recolher a frota às garagens de forma urgente.

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