Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Naufrágio de dois barcos na Baía de Sepetiba deixa ao menos seis mortos

Segundo o Corpo de Bombeiros, 21 pessoas estavam a bordo dos dois barcos

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2018 | 09h58
Atualizado 08 Junho 2018 | 21h35

RIO - O naufrágio de duas embarcações na Baía de Sepetiba, em Itaguaí, no Rio, deixou pelo menos seis pessoas mortas nesta sexta-feira, 8. A principal hipótese para a causa do acidente é a força dos ventos. Os barcos levavam 21 pescadores amadores e barqueiros. Dez pessoas foram resgatadas e cinco seguiam desaparecidas até o início da noite desta sexta.

+ Três são indiciados por naufrágio de barco que matou 19 na Bahia

Um barco foi achado. Um dos sobreviventes, o agente de saúde Fabrício Remann, contou que os fortes ventos atingiram o barco, que virou repentinamente. Ele e outros dois sobreviventes ficaram à deriva, em cima de um colchão, até serem resgatados por pescadores.

Segundo o capitão de mar e guerra da Marinha Sérgio Salgueirinho, o órgão enviou comunicado para a comunidade marítima na manhã do dia do acidente, incluindo associações de pescadores, alertando para o mau tempo. Mas o cumprimento da ordem para não embarcar nessas situações não é obrigatório e não havia fiscalização no porto naquele momento.

“Já abrimos inquérito para apurar as causas, porém nossa preocupação maior agora é em busca de vidas. Quanto mais rápido agirmos, maiores são as chances de encontrar”, disse Salgueirinho. Os sobreviventes foram socorridos, a maioria com hipotermia.

Rosemeri Amaral, cunhada de um dos desaparecidos, Neilton Andrade, de 57 anos, disse que ele costumava pescar com os amigos por hobby. Segundo ela, um dos sobreviventes contou que uma forte ventania e uma chuva de granizo atingiram a embarcação.

“Não estávamos preocupados porque eles costumavam fazer isso há muitos anos e sempre com o mesmo barco”, disse ela. “Essa espera é angustiante.” Andrade é açougueiro e tem quatro filhos, um deles estava no porto da Ilha da Madeira, em busca de informações. No barco em que o açougueiro estava, havia 12 amigos.

Outro desaparecido era o barqueiro Lucas Barbosa, dono de uma das embarcações que afundou, a Lucasmar. Segundo um amigo de Barbosa, o também barqueiro Igor Santos, o marinheiro tinha experiência nesse tipo de passeio para pesca e turismo. “Ele entendia de mar, mas com o quase tornado que atingiu o barco não teria condições de evitar que virasse.”

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que a operação de buscas pelos desaparecidos segue “com apoio de guarda-vidas, embarcações, mergulhadores e sobrevoos de aeronave”

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.