Naufrágio de barco de pesca em Santos deixa cinco mortos

Os bombeiros localizaram hoje pela manhã o corpo do quinto homem que morreu na noite de sexta-feira, quando o barco pesqueiro "Marcelo Bremen" naufragou no canal do estuário de Santos. Mário José Beverndt, de 47 anos, era o mecânico da embarcação e morava em Guarujá. Outros três corpos foram resgatados às 20 horas do sábado: Pedro Alves Claudino, de 45 anos, endereço não identificado; Adelmo Joli Beverndt, de 39 anos, que era o mestre da embarcação e residia em Santos e Joaquim Moreira, de 72, também residente em Santos. Na manhã de sábado, por volta das 8 horas, foi encontrado o corpo da primeira vítima, José Maria de Souza Pinto, de 47 anos, que morava em Guarujá. Concluído o trabalho de resgate das vítimas pelo Corpo de Bombeiros, caberá à Capitania dos Portos dar continuidade ao inquérito aberto para apurar as causas do naufrágio, ouvindo os dez sobreviventes que viajavam na embarcação. O "Marcelo Bremen" acabava de retornar de uma pescaria de 17 dias, na divisa entre São Paulo e Paraná, e transportava 34 toneladas de pescados. Pouco antes de tentar atracar em Santos, o pesqueiro fez uma parada de abastecimento em um posto próximo ao distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, onde desembarcou 5 toneladas de pescado. De acordo com um dos sobreviventes, o barco adernou, cerca de 150 metros do píer, mas logo voltou a sua posição normal, quando a tripulação resolveu seguir viagem. Instantes depois, o problema se repetiu, levando o pesqueiro para o fundo do mar. Dez dos 15 ocupantes do barco foram resgatados pelos navios que passavam pelo estuário. Imediatamente após o comunicado do acidente, foi iniciada a operação de resgate das vítimas e da embarcação, içada do fundo do canal na manhã de sábado. O acidente provocou a interrupção temporária do tráfego de navios, em razão do forte derramamento de óleo no canal. Técnicos que acompanharam as operações de resgate acreditam na versão de que o Marcelo Bremem tenha colidido com um banco de areia, levando-o a adernar e, em seguida, naufragar, hipótese que será apurada no inquérito aberto pela Capitania dos Portos.

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