Naufrágio em MS mata três pessoas e deixa 10 desaparecidas

Segundo bombeiros, vendaval de 60 km/h derrubou chalana paraguaia em Porto Murtinho; 27 estavam na embarcação

Fátima Lessa, Especial para o Estado

25 de setembro de 2014 | 13h22

Atualizada às 20h53

O naufrágio da chalana paraguaia Sueño do Pantanal deixou três mortos e dez desaparecidos em Porto Murtinho, a 455 quilômetros de Campo Grande. A embarcação estava entre 200 e 300 metros do cais do porto do Rio Paraguai quando foi atingida por ventos de 90 km/h anteontem à tarde. Até as 17 horas de ontem, equipes de resgate trabalhavam nas buscas pelos desaparecidos.

Na chalana - um barco-hotel -, havia 27 ocupantes. Eram 16 turistas e 11 tripulantes paraguaios. O barco trafegava pela confluência das regiões Carmelo Peralta e Isla Margarida, no Paraguai.

Segundo o boletim de ocorrência, o naufrágio aconteceu por volta das 17h30 no trecho do rio, onde a profundidade chega a 20 metros. O acidente foi provocado por uma tempestade. A temperatura baixou de 38°C para 22°C. Em seguida, de acordo com o Serviço de Meteorologia da Universidade Anhanguera, o vento se transformou em uma espécie de tornado.

O comandante da Agência Fluvial, capitão Alexandre Brandão, disse que pouco antes do vendaval foi emitido um sinal de alerta para os comandante de embarcações. Havia previsão de chuva, mas sem a noção da intensidade do temporal.

Entre bombeiros brasileiro de Jardim e de Dourados, agentes da Marinha brasileira e policiais militares, além de paraguaios, são 80 homens envolvidos nos trabalhos de resgate. Foram localizados e identificados os corpos de Sidnei Romano, Leandro Dionizio Alves e Moacir Pompelo.

De acordo com a Marinha, a chalana estava no rio desde o dia 19 de setembro e a previsão era de que retornasse ontem. Ainda segundo o órgão, a chalana não tem inscrição brasileira.

Família. Os turistas do Paraná que estavam no Sueño do Pantanal tinham costume de pescar na região. Ontem, no cais do porto a desolação era grande. Parentes acompanhavam as buscas que foram encerradas no início da noite e serão retomadas hoje. De acordo com o capitão Brandão, o trabalho poderá demorar dias. 

Segundo a Defesa Civil, a tempestade provou estragos na cidade. Houve queda de árvores e destelhamento de casas em Porto Murtinho.

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