Navio francês resgatou mais 6 corpos, diz Marinha

Comando da Marinha informou que corpos só serão contabilizados quando estiverem em navio brasileiro

12 de junho de 2009 | 19h25

O Comando da Marinha brasileira informou que um navio anfíbio Mistral resgatou, nesta sexta-feira, 12, mais 6 corpos de vítimas do acidente da Air France, mas eles só serão contabilizados quando estiverem em navio brasileiro. Por enquanto, a Marinha não tem a informação de quando eles foram recolhidos.

 

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Para este sábado, está prevista a chegada de 20 corpos ao Recife, para dar prosseguimento às atividades de identificação. Os militares informaram que as áreas de buscas continuam as mesmas, já que as informações do R-99 indicam que os destroços permanecem nessa região, entre a área de controle de Dakar e do Atlântico.

 

 

Corpos

 

A Aeronáutica acredita que não será possível encontrar todos corpos de vítimas do Voo 447 da Air France, que caiu no Oceano Atlântico em 31 de maio, até o dia 20 de junho. A afirmação foi feita pelo diretor do departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, brigadeiro Ramon Borges Cardoso, em entrevista coletiva. Até o momento, já foram localizados 44 corpos de vítimas do acidente.

 

O brigadeiro ressaltou ainda que não se sabe o ponto exato da queda do avião. "Mas nós temos uma área provável. Essa informação já foi repassada e está servindo como base para os navios que estão fazendo a pesquisa com o sonar".

 

Segundo o almirante Júlio de Moura Neto, do Comando da Marinha, a fragata Jaceguai segue para os locais de buscas nesta sexta, substituíndo a fragata Constituição, que volta para o arquipélago de Fernando de Noronha com três corpos resgatados no feriado. Os militares informaram também que as duas aeronaves francesas não estão ajudando nas buscas nesta sexta porque passam por manutenções de rotina.

 

Perícia nos corpos

 

Um dia depois de O Estado de São Paulo divulgar, com exclusividade, detalhes sobre a perícia realizada nos corpos das 16 primeiras vítimas do vôo AF 447 já resgatadas, fontes que tiveram acesso visual a alguns dos corpos, no Instituto de Medicina Legal, em Recife, reafirmaram que apesar do "avançado estado de decomposição, não havia nenhum sinal de queimadura ou chamuscamento".

 

Durante toda esta sexta-feira, 12, as condições metereológicas adversas atrapalharam o trabalho em toda a área de buscas. Como já havia sido previsto pelo comando militar, a partir de cálculos feitos por especialistas, as correntes marítimas - que estava migrando até anteontem para o Norte, voltaram a mudar de rumo na direção Oeste. Isto faz com que possíveis novos destroços e corpos se aproximem da área dos arquipélagos São Pedro e São Paulo e Fernando de Noronha. Na quarta e quinta-feira, as áreas de buscas foram concentradas em as águas sob responsabilidade de Senegal em função das correntes marinhas. 

 

De acordo com o brigadeiro Ramon Borges, até o final da manhã apenas alguns prováveis destroços haviam sido avistados pelas aeronaves que fazem as buscas. Navios da Marinha brasileira foram dirigidos até a área para efetuar o recolhimento.  

 

O brigadeiro confirmou ainda que a possibilidade de encontrar corpos - e não apenas fragmentos - está ficando cada vez mais difícil. "Nos reunimos com alguns especialistas e eles disseram que a média de tempo para o resgate de corpos é de até 20 dias, considerando as características do meio onde estão sendo feitas as buscas. Depois disso, as chances são mínimas. A maior probabilidade é de acharmos apenas despojos", sentenciou.  

 

O comandante do Decea enfatizou que o trabalho de buscas está mantido até pelo menos o próximo dia 19. "No dia 17 faremos uma reunião de avaliação. Dependendo do resultado, nos organizaremos para continuar até o dia 25, mas a partir daí faremos avaliações a cada dois dias", comentou.

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