Naya acusa empregado de falsificar o ano de seus Mercedes

O ex-deputado Sérgio Naya acusou hoje o diretor do grupo Matersan, de sua propriedade, Sebastião Bukar Nunes, de ter falsificado o ano de fabricação de dois automóveis Mercedez-Benz pertencentes a Naya em documento enviado à Justiça. A pedido de Naya, Bukar Nunes teria sido o responsável por elaborar a petição encaminhada à 4.ª Vara Empresarial, na qual o ex-deputado pede permissão para a venda dos carros. O promotor Rodrigo Terra afirmou, porém, que foi Naya quem assinou a petição.Os veículos fazem parte do patrimônio do ex-deputado, bloqueado judicialmente para garantir o pagamento da indenização às vítimas do desabamento do edifício Palace II. Segundo Naya, o objetivo da venda seria levantar US$ 20 mil para saldar uma dívida pessoal.Na petição, os Mercedes aparecem como tendo sido fabricados em 1982, mesma informação que consta do registro dosveículos no Detran. Rodrigo Terra, porém, obteve provas de que os carros, na verdade, são de 1995. No depoimento de hoje à 9.ª Vara Criminal, Naya disse desconhecer o motivo da adulteração. O caso levou a Justiça a decretar a prisão do ex-deputado por falsidade ideológica.O advogado das vítimas do Palace II, Nélio Andrade, afirmou que Naya mentiu mais uma vez. ?Foi outro crime, outra falsificação de documentos. Ele disse que teria doado essa Mercedez para uma pessoa, em 1982, mas declara que o veículo era dele em 2002. Nunca saiu do patrimônio dele.?, observou.Andrade contou que um mês antes da autorização concedida pelo juiz Alexander Macedo, Naya já sabia que as Mercedezseriam liberadas para a venda. ?Isto foi confessado pelo Sebastião Bukar numa correspondência para o Naya, que foi apreendida com ele quando tentava sair do país?. O advogado disse ainda estranhar a relação pessoal entre o funcionário Bukar Nunes e Macedo. ?Eu entendo que quem têm contato direto com os juízes são os advogados, e Bukar não é advogado?.Naya voltou a afirmar ontem que pretendia pedir empréstimo de U$$ 8 milhões ao Banco Gaincora, localizado no Panamá, paraindenizar as vítimas do Palace II.

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