Neblina e pane em radar causam atrasos em aeroportos de SP

Em Cumbica e Congonhas, 1/3 dos vôos programados não decolaram no horário

Agencia Estado

02 Julho 2007 | 10h04

Das 123 partidas programadas entre meia-noite e 12h30, deste sábado, 30, no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, 39 sofreram atrasos superiores a uma hora - o que corresponde a 31,7% dos vôos de Cumbica. Segundo dados da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), outros quatro vôos foram cancelados. Por volta das 13 horas, as decolagens cumpriam um espaçamento de 5 a 10 minutos, conforme determinação da Aeronáutica. Das 22h06 de sexta-feira, 29, às 8h50 deste sábado, 30, o aeroporto teve de operar por meio de instrumentos por conta da má visibilidade e de um problema técnico no radar de Cumbica. No Aeroporto de Congonhas, na zona sul da Capital, o número de atrasos também era alto por conta da baixa visibilidade. Lá, até as 13 horas, 40 dos 119 vôos programados atrasaram além de uma hora e catorze foram cancelados. Às 10h30, o Comando da Aeronáutica publicou uma nota no seu site informando que os problemas meteorológicos que atrapalharam as operações na noite de sexta-feira, 30, continuaram a atingir na manhã deste sábado, 30, as regiões Sudeste e Sul do País, afetando principalmente os aeroportos de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Ainda segundo o comunicado, às 10h30, o sistema de tráfego aéreo funciona normalmente e sem restrições. Confusão em Viracopos Pelo menos 500 passageiros que tiveram seus vôos transferidos dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, entre sexta, 29, e este sábado, 30, passaram a madrugada no aeroporto do interior do Estado. Irritado com a falta de informações, um grupo de passageiros da Gol Linhas Aéreas chegou a cruzar o limite do balcão do check-in para tentar conversar com os funcionários da companhia aérea. O clima em Viracopos permaneceu tenso desde a noite de sexta até a tarde deste sábado. "É um desrespeito inadmissível", afirmou o analista de sistemas Paulo Inácio, de 30 anos, que aguardava em Viracopos uma informação sobre seu vôo que deveria ter saído de São Paulo na noite de sexta. Segundo informou a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), 33 vôos que deixaram de pousar em São Paulo ou decolar da capital por causa da forte neblina que atingiu Congonhas por volta de 19h30 de sexta-feira foram transferidos para Campinas. Em 29 deles, foi necessário fazer traslado rodoviário de passageiros de São Paulo para Campinas. Foram transferidos vôos das companhias Varig, Gol, Tam, Ocean Air, Pantanal, BRA e Taca Peru. Até o meio-dia, 11 vôos tinham deixado Viracopos rumo a seus destinos. Outros 22 ainda permaneciam no aeroporto, aguardando a reacomodação dos passageiros e reorganização dos vôos e liberação da Aeronáutica, com vistas à segurança do tráfego aéreo. Congonhas Segundo informações da Infraero, o Aeroporto de Congonhas fechou por volta de 19h30 de sexta-feira por causa da neblina e, por isso, os vôos tiveram de ser desviados para outros aeroportos ou cancelados. A Infraero informou às 12 horas deste sábado que dos 84 vôos programados para decolar às 11 horas do Aeroporto de Congonhas, nove foram cancelados e 21 estão com atraso superior a uma hora. Pousos e decolagens continuam a ser feitos por instrumentos, procedimento que teve início às 6 horas por conta da baixa visibilidade na região. A pista principal do aeroporto foi reaberta na sexta, após 45 dias em obras. Justamente em seu primeiro dia de operação ela foi fechada mais cedo. Paraná e RS O Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, registrou 10 vôos com atrasos superiores a uma hora e meia, a maioria vôos com origem no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Além dos atrasos, um vôo da Gol e outro da Varig foram cancelados. O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, também foi prejudicado por um nevoeiro neste sábado. Até às 11h30, pelo menos 12 pousos e 12 decolagens estavam atrasados. Não foram registrados grandes tumultos ou reclamações. A partir das 12 horas, com a dissipação da neblina, o fluxo de pousos e decolagens entrou em um ritmo acelerado, o que possibilitou, aos poucos, a normalização no tráfego aéreo no Rio Grande do Sul. (Colaboraram Carlos Alberto Fruet, Julio Cesar Lima, Paula Puliti e Tatiana Favaro, do Estadão)

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