Negada prisão do homem que matou menino com pistola de cravar pinos

Juíza considerou que disparo foi acidental e autor do crime irá responder por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar

Marília Lopes, Central de Notícias

05 Abril 2011 | 11h52

SÃO PAULO - A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão temporária do rapaz que disparou, com uma pistola de cravar pinos, contra o garoto Vinícius Botelho, de 6 anos, o matando. Segundo a assessoria da Polícia Civil, o pedido foi negado pela juíza de plantão na 1º Vara Criminal, na noite desta segunda-feira, 4. A juíza considerou que o disparo foi acidental e o suspeito deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, em liberdade.

 

Segundo a assessoria da Polícia Civil, por volta de 23 horas de segunda-feira, o rapaz compareceu ao 6º Distrito Policial, em Cidade Nova, na região central do Rio, e prestou depoimento. Após ouvir todas as testemunhas, a polícia decidiu pedir a prisão temporária do rapaz, que foi negada. O caso é investigado pelo 32º DP, em Taquara.

 

A polícia aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para finalizar o inquérito.

 

Vinicius Botelho morreu após ser atingido por um disparo de uma pistola de cravar pinos no gesso em Curicica, na zona oeste do Rio de Janeiro, na noite de sábado, 2. O dono da pistola, vizinho do menino, foi o responsável pelo disparo. O garoto chegou a ser encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Taquara, também na zona oeste, mas não resistiu aos ferimentos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.