Negado habeas-corpus a acusada de jogar filha na lagoa

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou nesta terça-feira, 11, o segundo pedido de habeas-corpus à promotora de vendas Simone Cassiano da Silva, 29 anos, acusada de ter jogado a filha, de dois meses, nas águas da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, embrulhada num saco plástico e presa a um pedaço de madeira, em 28 de janeiro.Segundo informou o TJ mineiro, os desembargadores entenderam que a legalidade da prisão preventiva, principal argumento apresentado pela defesa da promotora de vendas, já havia sido discutida em outro habeas-corpus, negado por decisão unânime, em 3 de fevereiro. A relatora Jane Silva salientou que há indícios de existência e autoria do crime, estando, assim, presentes um dos requisitos necessários para a manutenção da prisão preventiva. A magistrada reafirmou que o presente habeas-corpus abrange a mesma matéria discutida anteriormente, não sendo apresentadas novas informações. O advogado da promotora de vendas considera ilegal a decisão da Justiça pois não houve flagrante na prisão. Esses argumentos não foram aceitos pelo TJMG.Simone está presa na Penitenciária Feminina Estevão Pinto (BH), desde o fim de janeiro. Há outro processo questionando a guarda da criança que foi decidida pelo Juizado da Infância e da Juventude de Belo Horizonte para um casal cadastrado para adoção de menores.

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