Negados quatro habeas-corpus a Belo

Os desembargadores da 7ª Câmara Criminal negaram quatro pedidos de habeas-corpus impetrados por advogados do cantor Marcelo Pires Vieira, o Belo. Para o relator Cármine Savino Filho, não houve constrangimento ilegal na prisão do cantor. Ele entendeu ainda que o Ministério Público apresentou indícios suficientes do envolvimento de Belo com o tráfico de drogas, que justificam a prisão do artista. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) também negaram habeas-corpus ao pagodeiro Belo. Por razões processuais, a ministra Ellen Gracie, do STF, e o ministro Félix Fischer, do STJ, consideraram que o caso tem de ser analisado primeiramente pela Justiça carioca para, posteriormente, ser encaminhado aos tribunais de Brasília.O pedido despachado por Ellen Gracie foi encaminhado ao Supremo pelo advogado paulista Irineu Güidolin. Ele alegou que não existe uma "prova robusta" contra Belo e que o pagodeiro tem bons antecedentes e residência fixa, além de não representar risco para a sociedade.No STJ, os advogados do cantor apresentaram argumentos semelhantes. Disseram que ele tem residência fixa, emprego, bons antecedentes, o que lhe garantiria o direito de responder ao processo em liberdade. Félix Fischer afirmou que se atendesse ao pedido da defesa de Belo estaria suprimindo instâncias da Justiça.

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