Negociações com presos rebelados no ES foram interrompidas

Condenado a seis anos e seis meses de prisão, por estelionato, José Humberto de Alencar, o Ceará, de 46 anos, é o detento que foi morto e queimado pelos presos rebelados, na quarta-feira, na Casa de Passagem do Complexo Penitenciário de Vila Velha, no Espírito Santo. A identificação foi divulgada, na tarde de quinta-feira, pela Secretaria Estadual de Justiça do Espírito Santo. O cadáver só foi retirado na quinta-feira do presídio e trasladado para o necrotério do IML (Instituto Médico Legal) naquela cidade. No início da noite, foram novamente interrompidas as negociações entre os líderes da rebelião e a comissão formada por representantes de Secretaria de Estado da Justiça e de entidades defensoras dos direitos humanos. Dos sete reféns apanhados pelos rebelados - cinco religiosos, uma assistente social e um agente penitenciário -, desde o início do tumulto, às 15 horas de quarta-feira, apenas uma mulher de 68 anos foi libertada, por volta das 17h30 de quinta-feira. Ela estava com quarto outras pessoas pregando e fazendo orações com presidiários quando o tumulto começou. As reivindicações dos rebelados são o retorno de detentos que estão sob a custódia da Polícia Federal, entre eles o criminoso José Antonio Marim, o Toninho Pavão, que foi flagrado, por meio de escuta telefônica, ordenando da prisão a execução de um bandido rival. Outras exigências são a revisão dos processos de muitos envolvidos na rebelião, melhoria na alimentação e transferência daqueles que estão fora de sua comarca. As negociações devem ser retomadas na manhã desta sexta-feira.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.