Negociações com seqüestradores são suspensas

As negociações com os assaltantes que mantêm, há 13 horas, a mulher e três filhos do gerente do Banco do Brasil de Caldas Novas (GO) e dois funcionários do banco como reféns estão suspensas e só devem ser retomadas nesta terça-feira pela manhã.A informação foi dada às 21h40 desta segunda-feira à noite pelo diretor da Polícia Civil de Goiás, Marcos Martins, que está na cidade, a 120 quilômetros de Goiânia. Segundo ele, a situação está sob controle. As conversas entre a polícia e os seqüestradores duraram um hora e meia, mas não houve avanços.Os assaltantes insistem no pedido de RS 250 mil e um carro para fugir e libertar os reféns. Três membros da família do gerente do banco são mantidos em cativeiro por outro grupo de bandidos, em local desconhecido.Segundo Marco Martins, a prioridade da polícia é a libertação da família do gerente. A polícia iniciou à noite uma operação para evitar que os assaltantes descansem dentro da agência. Holofotes foram ligados apontados para o interior da agência, e o barulho de sirenes não pára na porta do banco, que teve cortado o fornecimento de luz e água.O comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Divino Efigêncio, disse que a quadrilha é altamente organizada e tem ramificações em outros Estados. "Isso tem dificultado o nosso trabalho", afirmou.À tarde, um rapaz foi preso próximo do Banco do Brasil de Caldas Novas. A polícia suspeitou que ele estava se comunicando com os seqüestradores de um telefone público perto da agência. O diretor da Polícia Civil garantiu que não vai negociar com os seqüestradores enquanto não forem soltos os reféns.

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