Negociações para libertar empresário foram tensas e difíceis

A família do empresário Roberto Benito Júnior, libertado nesta quarta-feira, após 120 dias de seqüestro, contou que as negociações com os seqüestradores foram extremamente desgastantes. Além da falta de contato, eles exigiam o uso de senhas para evitar que a polícia tivesse pistas do grupo.As orientações eram passadas de forma lacônica e sem detalhes. Uma delas foi a publicação de salmos bíblicos em um jornal da capital, revelando a quantidade de dinheiro já obtida para o pagamento do resgate. Um dos negociadores da família, Vladimir Coleoni, contou que a falta de resposta do grupo elevava a angústia e aflição da família a níveis quase insuportáveis."Quando decidimos revelar o seqüestro à imprensa e pedir ajuda, as negociações tornaram-se mais fáceis", disse. A partir daí, os seqüestradores passaram a enviar provas de que Roberto estava vivo, como fotos e uma fita de vídeo.Benito Júnior continuava descansando em casa no fim da tarde desta quarta-feira. Segundo os parentes, ele perdeu 10 quilos no cativeiro. Formado em administração de empresas, o empresário é um dos dirigentes da rede de Lojas Cem, com 26 unidades no Estado.

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