Negros e pardos são 66,5% da população carcerária do Rio

A população carcerária do Rio de Janeiro, em 2000, somava cerca de 10 mil presidiários, em sua maioria homem, jovem, negro ou pardo, possuidor de baixa escolaridade, solteiro e sem religião definida. A constatação é da pesquisa "Retrato do Presidiário Carioca", que o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) está divulgando hoje. Realizado pelo economista Marcelo Néri, o levantamento, segundo a Agência Brasil, traça um retrato comparativo entre a população do município e a população que vive nas penitenciárias cariocas, analisando algumas das principais características sócio-econômicas e demográficas desse s dois universos, com base no processamento dos dados do Censo Demográfico 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).A comparação da estrutura etária da população carcerária e a do município do Rio revela que os jovens são maioria nospresídios e penitenciárias, onde 52,7% têm de 20 a 29 anos. No universo de 10 mil presos, 35,7% se declararam sem religião, percentual duas vezes maior do que os 13,3% da população jovem do município que se declararam também sem religião. Dos outros 47,3% que se declararam religiosos, 30% são católicos, 14% evangélicos.Os negros e pardos representam 66,5% da população carcerária; 80,3% possuem baixa educação e 16,3% são totalmenteanalfabetos. A pesquisa constata, ainda, que os homens são maioria absoluta nas penitenciárias, chegando a 96,7% do total; 85,8% solteiros; e que 80% dos jovens presidiários cariocas são naturais do próprio município.

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