"Nem um presidente, nem um pai de família tem como saber de tudo", diz Lula

O quarto bloco do debate da TV Bandeirantes teve início com a pergunta do jornalista Franklin Martins ao candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Martins se concentrou nos escândalos recentes que envolveram a gestão petista. "Quando houve o mensalão, o senhor disse que não sabia. Quando houve quebra de sigilo do caseiro (Francenildo Costa), a mesma coisa. Quando houve o episódio da compra do dossiê, o senhor também se disse surpreendido. O senhor não acha que o presidente deveria saber mais sobre fatos importantes?", indagou o jornalista. Lula creditou os escândalos não aos fatos em si, mas à transparência de seu governo em tentar apurar e ainda à autonomia dada à Polícia Federal e ao Ministério Público. Segundo ele, foram essas as razões que trouxeram os escândalos à tona. "Duvido que não haja políticos que não conheçam histórias de corrupção. A diferença é que, no meu governo, apuramos as denúncias", afirmou.Sobre o fato de sempre alegar não saber o que estava acontecendo, Lula se defendeu com a seguinte frase: "quantas vezes, você está na cozinha, acontece algo na sala, e você não fica sabendo". E disse ainda que se ´companheiros´ erraram, eles têm de pagar. "Não sou responsável por tudo. Nem um presidente, nem um pai de família tem como saber de tudo", argumentou. Alckmin lembrou Lula que o episódio do mensalão envolveu José Dirceu, então seu ministro-chefe da Casa Civil, pessoa próxima ao presidente. "A corrupção no governo Lula não é um fato isolado. É uma lista telefônica de corrupção", atacou. O tucano citou ainda o episódio das cartilhas que seriam usadas para fazer propaganda do governo. Segundo ele, os detalhes da operação ainda não foram repassados ao Tribunal de Contas da União (TCU).Lula terminou afirmando que Alckmin também não conhecia o PCC (Primeiro Comando da Capital), organização criminosa que atua nos presídios e implantou clima de insegurança no Estado recentemente.

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